Detidos suspeitos de matar investigador
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sexta-feira, 02 de julho de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Dois supostos integrantes de uma quadrilha que atuava em furtos e roubos a residências e pessoas foram apresentados ontem como os autores da morte do policial civil Bernando Braga Lacerda, 43 anos. Roberto Carlos Campos, 19, teria confessado o crime. De acordo com o depoimento assinado na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos em Curitiba, Campos teria sido contratado pelo empresário Marciliano da Silva Maira, 29, que tem mandado de prisão expedido pela Justiça Estadual, mas ainda está foragido.
''Campos disse que receberia R$ 500 para roubar um carro e entregar ao Marciliano, que comercializaria com desmanches'', relatou o titular da Furtos e Roubos de Veículos, delegado Hamilton da Paz. Campos teria locado uma arma calibre 32 com Ailton Pereira de Araújo, 18, funcionário do Jockey Club. Araújo chegou a ser preso, mas conseguiu ontem pela manhã um habeas corpus e foi liberado.
Preso na quarta-feira, Campos levou a polícia a outras duas pessoas que teriam participado dos roubos dos carros: Wellington Luiz de Assis Flores, 18 anos e um adolescente de 17 anos. Os três teriam roubado um Golf antes de abordar o policial civil no centro de Curitiba. Entretanto, Campos não sabia dirigir e teria batido o carro numa floreira.
Ele e o adolescente teriam avistado o policial conversando no celular e com o carro parado e teriam resolvido abordá-lo. Campos teria empurrado Lacerda para o banco do passageiro, sem saber que se tratava de um policial. O menor teria tentado abrir a porta para retirar o policial de dentro, quando Lacerda teria esboçado reação. De dentro do carro, Campos teria dados dois tiros, na perna e na testa de Lacerda.
Em entrevista à Folha, Wellington Flores negou as acusações. ''Não participei de nada. Ele (Campos) me envolveu nisso aí. Caí sem dever nada não'', afirmou. Ele disse que iria se casar no mês que vem e tinha planos de se mudar para São Paulo. Ele já tinha passagem pela polícia por furto. Campos não quis falar com a imprensa.


