Curitiba Quatro jovens foram detidos ontem acusados de sequestro e usurpação da função pública. De acordo com o investigador da Delegacia de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), Ediu Fernandes, o crime foi motivado por vingança. A vítima, conhecida como ''Camelo'', teria realizado uma série de assaltos a empresários da região.
Segundo a polícia, o soldado do Exército Rodrigo dos Santos, 21 anos, que trabalhava no Colégio Militar, foi quem planejou o sequestro. Ele pediu o carro da mãe emprestado e se juntou a três amigos: o garçom Maiqueo Rutherson Chaves, 24 anos, o auxiliar de fiscalização da Sanepar E.M., 17, e o motoboy Márcio Cristiano da Silva, 20 anos.
Os quatro teriam sequestraram Camelo no Bailão do Pircote, no Bairro Cachoeira. Testemunhas ligaram para a Polícia Militar (PM) que iniciou um acompanhamento tático do carro. Com medo da aborgadem policial, os jovens teriam dispensado um revólver calibre 38 e a própria vítima. ''A Polícia Militar chegou a alertar a suposta vítima para que ficasse no local até o término da perseguição. A vítima fugiu porque já era procurada pela nossa delegacia, que estava chegando no nome dele como o autor dos assaltos'', contou o investigador.
A perseguição durou minutos e só foi encerrada após um acidente de trânsito. O Tempra onde os jovens estavam capotou. Eles foram encaminhados para atendimento no Hospital de Rio Branco do Sul, também na Grande Curitiba. Nenhum deles ficou ferido. ''Eles confessaram que iriam fazer Justiça com as próprias mãos. A intenção era tirar o serviço da vítima. Isso caracteriza usurpação da função pública. Só que eles foram beneficiados com a falta de uma vítima que faça o reconhecimento deles e registre queixa'', salientou. O soldado foi entregue ao Exército. Os outros três foram ouvidos e soltos.
Com os jovens foram encontradas máscaras e uma pistola de brinquedo calibre 35. ''O soldado vai ser indiciado por direção perigosa. Os demais foram ouvidos e liberados. A verdade é que a ação precipitada deles vai dificultar agora a prisão do Camelo'', relatou. A Folha tentou contato com os acusados, mas não foi possível.

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