Detido suspeito de matar garota de 12 anos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Micaela Orikasa<BR>Reportagem Local 
O suposto autor do tiro que matou a garota Juliana Regina Galvão, de 12 anos, na tarde de anteontem, está no Centro de Sócio-Educação I (Cense I) e foi apresentado ontem à Promotoria da Infância e Juventude de Londrina. O adolescente de 15 anos não tinha passagem pela polícia.
O crime aconteceu dentro de uma residência localizada no Conjunto Violin (Zona Norte), onde Juliana estaria com outros três menores. Segundo a polícia, a garota levou um tiro na boca e foi arrastada até a calçada. A arma do crime, um revólver calibre 38, foi localizada em um terreno próximo à residência.
Após ouvir o testemunho de várias pessoas que estavam no local, o delegado de Homicídios, Ernandez Cesar Alves, afirma que o caso está praticamente solucionado. ''Estamos na fase de finalização, mas os motivos exatos ainda não estão muito claros. Estamos trabalhando para localizar o outro menor, que residia na casa, possui várias passagens na polícia por prática de roubo e também teve participação no crime'', disse.
De acordo com o delegado William Douglas Soares, da Delegacia do Adolescente, o adolescente de 15 anos ficará internado provisoriamente por 45 dias. Prazo para que o processo seja concluído na Justiça. ''Ele não confessa (o crime). No depoimento, ele atribui o crime ao menor foragido e diz que ficou aguardando na sala, enquanto Juliana e os outros dois garotos estavam no quarto. Mas essa é uma versão dele, que é meio fantasiosa'', afirmou o delegado, que também ouviu o terceiro menor, na qualidade de testemunha, mas o liberou em seguida.
Para o delegado Ernandez, o fato ocorrido não foi um acidente. ''Eu indiciaria tranquilamente como um ato infracional, equiparado a um homicídio doloso'', ressaltou.
Na tarde de ontem, enquanto o menor era apresentado à Promotoria de Justiça, familiares e amigos se despediam de Juliana no Cemitério Jardim da Saudade (Zona Norte). O sepultamento aconteceu às 15h30 e foi marcado por um clima de silêncio. Os parentes mais próximos da garota não quiseram dar entrevista, mas demonstravam revolta com o crime. ''Toda a família é do bem. Não tem nenhum bandido ou marginal aqui'', comentou um tio de Juliana.


