Detida suspeita de participar de sequestro
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de maio de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
A Polícia Militar de Londrina prendeu ontem em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina) uma mulher suspeita de participar do sequestro de Vanda Torrezan mulher do empresário Vanderlei Barbieri e da doméstica Leonor Augusta Pereira, no dia 20 de janeiro deste ano. Cristiana Rodrigues, 26 anos, estava com prisão preventiva decretada e vinha sendo procurada pela polícia. Após uma denúncia anônima pelo 190, os policias a localizaram em uma residência, no Jardim Maracanã.
Na mesma casa estavam mais cinco homens, que também foram levados para a 10 Subdivisão Policial (SDP) para ser interrogados sobre a possível participação no sequestro. Cristiana não deu declarações à imprensa, mas se mostrou bastante irritada e agrediu verbalmente e com chutes os cinegrafistas que estavam no Centro Integrado de Triagem (CIT) da PM.
No dia em que a polícia estourou o cativeiro em que Vanda e Leonor foram mantidas por mais de 24 horas, no Jardim União da Vitória V (Zona Sul de Londrina), a polícia prendeu Cláudia Silva, 20 anos, portando uma pistola calibre 380. Dias depois foram detidos o mototaxista Paulo César da Silva, 23 anos, suspeito de fazer o transporte dos sequestradores, e Helena Pinto, que teria alugado a casa que serviu de cativeiro. Estão foragidos Claudemir Castro da Luz, o Gauchinho, 23 anos, que seria o mentor do sequestro, e Ademir Parmezan.
As duas mulheres foram sequestradas por dois rapazes armados que esconderam-se no quintal da casa de Barbieri, e aproveitaram-se do momento em que o empresário saía para o trabalho para invadir a residência. O que inicialmente seria um assalto transformou-se em um sequestro quando os ladrões descobriram que não havia grande quantidade de dinheiro com Vanda. Na ação, eles levaram R$ 3,5 mil, e pediram R$ 300 mil como resgate.
No final da tarde o delegado de Sertanópolis, Paulo Gomes, informou que os rapazes detidos na casa de Cristiana têm passagem pela polícia, mas como nenhum foi reconhecido pelas vítimas e não têm mandado de prisão, seriam liberados ainda ontem.


