O assassinato do executivo do grupo Cotam, César Alencar Escarate, ocorrido em Curitiba em maio de 1996 e até hoje não esclarecido, começa a chamar a atenção de pessoas envolvidas na investigação da morte do dono do grupo, Júlio César Marino, assassinado a tiros no dia 18 de dezembro do ano passado, em Londrina. O delegado aposentado Raimundo Nonato Siqueira, contratado pela família Marino para acompanhar a apuração do caso, procurou na semana passada a viúva de Escarate, Genilda, que mora em Curitiba. A viúva e outros conhecidos do executivo suspeitam que há ligações entre os dois crimes.
As suspeitas foram levantadas logo após a morte de Marino pelo advogado Peter Amaro de Sousa, que em 96 chegou a iniciar uma investigação particular da morte de Escarate, a pedido da viúva. Ele está convencido de que o crime não teve motivação passional, como acredita a polícia. Segundo ele, Escarate estaria apurando denúncias de irregularidades na Cotam e há indicativos de que teria sido morto por ‘‘saber demais’’.
Na Delegacia de Homicídios de Curitiba, o inquérito sobre a morte de Escarate está parado há meses. O delegado que cuidava do caso aposentou-se e nenhum outro assumiu o inquérito até agora. Nonato Siqueira - que já foi um dos mais destacados delegados do Paraná e hoje trabalha com investigações particulares - confirma que esteve com Genilda Escarate, mas evita dar detalhes sobre o caso. A viúva disse que recebeu Siqueira mas não deu muitas informações sobre o que conversou.

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