Detetive é preso ao 'grampear' um telefone particular
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de fevereiro de 1999
Marcos Zanatta 
A Polícia Civil de Maringá prendeu ontem o detetive Sérgio Mantovani, 24 anos, que fazia escuta clandestina em uma caixa de telefone da Telepar, no centro da cidade. A prisão aconteceu depois de uma denúncia anônima, informando sobre a presença de uma pessoa estranha que instalou um rádio na caixa de telefonia, na esquina das ruas Basílio Sautchuk e Arthur Thomaz. Segundo o delegado-adjunto, Roberto Fernandes, Mantovani estava gravando a conversa telefônica de uma mulher, identificada como Kátia Regina Alencar, 39 anos.
Ela disse à polícia que percebeu anormalidades no telefone, mas não tinha idéia do que podia estar acontecendo. O principal suspeito de ser o mandante é o ex-marido de Kátia, o empresário Disnei de Alencar, de Cuiabá (MT). Junto com Mantovani a polícia encontrou faturas em nome de Alencar e três carteiras de detetive, inclusive uma do Sindicato Nacional dos Detetives. Segundo o delegado para grampear um telefone até a polícia precisa de autorização judicial.
No final da tarde, o celular de Mantovani tocou e um policial atendeu. Era o técnico em telecomunicações Marcos Pereira Cruz, 22 anos, que fez o grampo, oferecendo mais serviços. Um policial se passou por Mantovani e marcou um encontro, onde Cruz foi preso e indiciado por co-autoria. Ele disse à polícia que cobrou R$ 100 para fazer o grampo.


