A direção da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) ficou surpresa com o estado de deterioração em que se encontrava a Prisão Provisória de Londrina (PPL), incorporada ao presídio em meados do mês. As reformas, previstas anteriormente apenas para adequações do prédio ao da unidade prisional, deverão ser revistas e ampliadas, segundo o diretor da PEL, Raimundo Hiroshi Kitanishi. ''As condições atuais são subumanas'', afirmou.

De acordo com o diretor, os estragos só ficaram aparentes quando as obras realmente começaram. ''Fizemos uma vistoria antes mas, com as celas ocupadas, não deu para perceber muita coisa. Quando começamos a transferir os presos provisórios remanescentes paras a outras alas, foi surpreendente o tamanho do estrago'', comentou. Segundo ele, há ainda cerca de 20 presos provisórios no local, aguardando vagas na Casa de Custódia.

Kitanishi disse que todos os banheiros da antiga PPL terão que ser reformados completamente. Além disso, será necessário refazer as instalações elétricas. ''Tudo está sem condições de uso, com 'gambiarras'. São coisas que não podemos deixar para trás porque oferecem riscos'', explicou. Como são obras que não estavam previstas, o custo estimado em cerca de R$ 70 mil deverá ser maior. Mas, segundo Kitanishi, ainda não há estimativa de valores.

O projeto inicial previa apenas uma abertura de acesso no muro que separa a PEL da nova ala, com construção de passarelas de vigilância. Outras melhorias na estrutura seriam feitas apenas para a uniformização entre as duas unidades, principalmente em termos de segurança.

A nova ala, que abrigará os pavilhões 8 e 9, terá capacidade para 128 presos, elevando para 504 o número de vagas na PEL. Hoje, a PEL tem um excedente de 36 internos.

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