Mais do que economizar dinheiro, gastar pouco detergente na hora de limpar os utensílios domésticos é uma questão de proteção ao meio ambiente. O uso excessivo do produto pode contribuir para o aumento da poluição de lagos e rios. Além disso, em grande quantidade, é possível que os consumidores desenvolvam algum tipo de problema na pele.
''O detergente foi criado justamente para que a dona-de-casa não gaste muito. Algumas gotas são mais do que suficientes para fazer a limpeza. Por isso os fabricantes já colocam um bico dosador'', explica o professor de Química Geral e de Física da Unopar, José Carlos A. Abrahão.
Para o professor, quem se preocupa com a questão ambiental deve sempre procurar pelos detergentes biodegradáveis. ''O preço não é muito mais caro e a utilização não causa dano à natureza'', completa.
Os detergentes biodegradáveis, explica Abrahão, são preparados para causar menor impacto aos lençóis freáticos. A purificação das águas pelas empresas de saneamento fica mais fácil e eficiente.
Outra questão levantada pelo professor é a saúde do consumidor. ''Quem tem pele sensível deve prestar atenção no produto que compra. Mas mesmo quem não apresenta esse problema pode sofrer algum tipo de reação com o excesso de detergente.'' Por isso ele recomenda o uso das luvas de borracha domésticas.
Fabricantes - Grandes fabricantes se preocupam em oferecer detergentes que não agridam o meio ambiente e a saúde dos consumidores. É o que garante a gerente de produtos da Bombril, Isabela Almeida.
Ela explica que, no rótulo, a dona-de-casa encontra recomendação para a utilização do produto em pequenas quantidades. ''O bico já é feito para dosar o detergente. Algumas gotas são suficientes para uma limpeza eficiente. Mas pesquisas indicam que a espuma produzida dá a sensação de que os utensílios domésticos estão mais limpos.''
Isabela contou que as três grandes marcas que detêm 70% do mercado produzem detergentes biodegradáveis. ''É perceptível a preocupação com a questão ambiental. Cabe ao consumidor observar nas embalagens as indicações dos fabricantes.''
As indústrias afirmam que a saúde dos usuários também é uma preocupação. Segundo a gerente de pesquisa e desenvolvimento da Bombril, Adelice de Moraes, os produtos só vão para as gôndolas dos supermercados depois de passarem por testes dermatológicos.
''Nossos produtos trazem nos rótulos a informação de que foram testados. Mas é impossível dizer que todos os consumidores não sofrerão reações alérgicas, pois esse problema depende de fatores como concentração, frequência e tempo de uso, tipo de ingredientes da fórmula e, principalmente, a sensibilidade do consumidor'', completa.

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