Detentos vão trabalhar em projeto de plantio de flores em Foz do Iguaçu
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sexta-feira, 01 de março de 2013
Redação FolhaWeb com AEN 
Será lançado oficialmente nesta segunda-feira (04) o Projeto Florir Foz, que vai contar com mão de obra de detentos das unidades prisionais da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos no município. O evento está marcado para as 14 horas no salão de reuniões da Prefeitura Municipal com a presença do diretor do Depen (Departamento de Execução Penal), Mauricio Kuehne, autoridades locais, diretores das unidades penais e responsáveis pelo projeto.
A ação é fruto de parceria entre a Secretaria e a Prefeitura, por meio do Programa Fozhabita, para deixar Foz do Iguaçu mais bonita com a construção de canteiros de flores na cidade. Esse projeto é uma vertente do Foz Habita que firmou termo de cooperação com o Inates (Instituto Nacional de Tecnologia Social) para realizar os trabalhos. O Fozhabita já ocupa reeducandos na construção de moradias para a população de baixa renda no município. Entre as duas ações estão envolvidos cerca de 65 detentos do regime semiaberto da Penitenciária de Foz do iguaçu II (PEF II).
A primeira estufa de mudas com 100 metros quadrados já está sendo construída na área externa da PEF II por até seis reeducandos que também farão a manutenção do viveiro. As estufas armazenam as mudas que deverão ser plantadas primeiramente nas avenidas Jucelino Kubicheck e José Maria de Brito.
Numa segunda etapa, deverão ser construídas estufas no interior das outras duas unidades de regime fechado de Foz Penitenciária Estadual de Foz (PEF) e Cadeia Pública Laudemir Neves (CPLN) - para que outros presos também possam participar da ação fazendo os cuidados iniciais do plantio.
Com o trabalho prestado para a prefeitura e a comunidade, os detentos envolvidos recebem 3/4 do salário mínimo. Desse total, 80% serão destinados para suas famílias e o restante (20%) será depositado em caderneta de poupança para ser retirado assim que ele estiver em liberdade. Cada preso terá ainda um dia de redução na pena para cada três de trabalho realizado.
Segundo o diretor da PEF II, Rodrigo Pereira, o trabalho terá a participação dos detentos em um projeto social, que deixará a cidade mais bonita, oferecendo uma oportunidade de trabalho no local onde cumprem pena. "Uma das melhores maneiras de promover o retorno de um preso ao convívio com a sociedade é o trabalho e comprometimento com uma causa social como esta que beneficiará todos os moradores de uma cidade. Isso modifica conceitos, atitudes e pode tirar uma pessoa da vida do crime", afirma.


