Quinze presos que estavam na cadeia de Sabáudia (65 km a oeste de Londrina) foram removidos na manhã de ontem para a delegacia de Arapongas, interditada desde outubro pelo juiz Carlos Alberto Ritzmann. Os detentos –todos com passagem pela delegacia de Arapongas– foram abrigados em quatro celas e deverão voltar para Sabáudia em um prazo máximo de 15 dias, conforme determina o despacho do juiz Ritzmann.
No documento, emitido anteontem, o juiz considera a medida excepcional e de emergência, lembrando o fato que a ala carcerária da delegacia continua interditada judicialmente.
Ritzmann solicita que a Secretaria Estadual de Segurança, o Tribunal de Justiça, a Corregedoria de Justiça e o município, tomem medidas visando implementar a reforma do prédio, parcialmente destruído em uma tentativa de fuga seguida de motim por um grupo de condenados que exigia vaga no sistema penitenciária, ocorrida na madrugada do dia 2 de setembro do ano passado. Na ocasião, as celas abrigavam 62 detentos, 40 a mais que a capacidade.
Na semana seguinte ao incidente, o secretário José Tavares esteve no local e prometeu recursos para a reforma. Ele chegou a participar de uma cerimônia que simbolizaria a conquista de um terreno de um hectare onde seria construído o novo prédio da delegacia. A obra nunca saiu do papel.
No despacho, o juiz Ritzmann também chama atenção para a grave situação carcerária da comarca. A remoção dos 15 presos de Sabáudia só ocorreu porque uma das celas da delegacia foi interditada após a tentativa de fuga de um dos presos. Com capacidade para oito homens, as quatro celas de Sabáudia abrigavam 24, na última sexta-feira. Com a interdição da cela, a situação piorou.

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