Mais uma manhã de tensão no 2º Distrito Policial (DP) de Londrina, na Zona Leste. Os detentos se rebelaram por volta das 8h30 e fizeram muito barulho, batendo nas grades e gritando por melhores condições. Eles exigiam sair das celas e ficar nos corredores, alegando superlotação. O movimento foi controlado depois da chegada do delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, e do superintendente da Polícia Civil, Francisco de Assis, que conversaram com os detentos e encerraram a manifestação.
A reportagem não teve acesso ao corredor, mas pela parte externa conversou com alguns detentos. Eles reclamam, principalmente, da superlotação. O 2º DP, que tem capacidade para 60 presos, abrigava ontem 229. ''Estamos vivendo como animais. Temos que pagar pelo que fizemos, mas somos seres humanos e não bichos'', reclamavam. Eles querem ficar na galeria do DP alegando que ficam num espaço maior que nas celas.
Na sexta e no sábado, foram registradas duas tentativas de fuga. Segundo a polícia, um túnel com cerca de um metro de largura e um metro de comprimento foi encontrado no corredor do DP pelos funcionários de plantão na sexta-feira. No sábado, os detentos tentaram abrir os cadeados com armas improvisadas, que foram apreendidas.
Segundo o superintendente Francisco de Assis, situação deverá ser amenizada com a chegada de cinco ou seis celas móveis, que serão enviadas pela Secretaria de Segurança Pública. Outra solução é o término da Cadeia Provisória, em frente à Casa de Custódia, previsto para maio do próximo ano. O local terá capacidade para 900 detentos.
Os demais DPs também enfrentam a superlotação. O 3º DP tem capacidade para 40 detentas e abrigava ontem 71 mulheres; o 4º DP, com capacidade para 24, tem 91 presos; e o 5º DP (24), abriga 92 presos.

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