Foz do Iguaçu Presos queimaram colchões e cobertas, destruiram celas e fizeram muito barulho numa rebelião que durou mais de três horas, ontem, na Cadeia Pública de Três Lagoas, em Foz do Iguaçu. O motivo da revolta seria a troca da chefia da carceragem. O motim só foi controlado com a intervenção do Grupo de Operações Especiais (GOE), Polícias Civil e Militar, além do Siata. Quatro detentos ficaram feridos sem gravidade.
O protesto começou por volta das 11h30, quando a unidade estava com 630 presos, pouco mais que o dobro de sua capacidade. Segundo o delegado-chefe da 6 Subdivisão Policial (SDP), Haroldo Davison, o chefe da carcaragem foi afastado do cargo, anteontem, depois que foram encontrados, em uma revista, oito telefones celulares, dezenas de armas improvisadas, cerca de 2,4 quilos de maconha em tabletes e bebida alcóolica. Porém, de acordo com Davison, a troca da chefia teria sido rotineira.
Os presos não teriam aceitado a justificativa e incendiaram os colchões. As chamas só foram controladas com a ação dos bombeiros, que levaram 20 minutos para controlar o fogo. O Pelotão de Choque usou bombas de gás lacrimogênio para controlar os rebelados.

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