Curitiba Cinco presos foram transferidos ontem à tarde da carceragem do 11º Distrito Policial (DP), na Cidade Industrial de Curitiba, para o Centro de Triagem, em Piraquara, na Região Metropolitana. Estes foram os primeiros detidos do DP a serem transferidos após uma rebelião ocorrida na delegacia no último domingo.
No tumulto, um dos presos, Anderson Serednicki, 22 anos, foi morto com um tiro, dois ficaram feridos e três fugiram. Dois policiais trabalhavam no plantão de domingo. Um deles foi rendido pelos presos, que tomaram a arma que o policial portava. Na confusão, houve troca de tiros. A rebelião mobilizou policiais do Grupo Tigre, do Centro de Operações Especiais da Polícia Civil (Cope) e da Polícia Militar.
O delegado do distrito, Sérgio Taborda, comentou que ainda não é possível saber se Serednicki foi morto pelos presos ou pelo outro policial. ''Segundo as primeiras informações, ele teria sido atingido com um tiro na axila que saiu pelas costas. Aparentemente, o disparo teria sido efetuado por alguém que estava na mesma altura do preso'', disse o delegado. ''Só que existe uma diferença (de altura) entre o plantão (onde estaria o outro policial) e a carceragem'', acrescentou.
Taborda afirmou que apenas após a divulgação dos resultados dos exames feitos pelas equipes do Instituto Médico-Legal e do Instituto de Criminalística será possível apontar quem atingiu Serednicki. De acordo com o delegado, os dois presos feridos foram espancados por colegas de carceragem. Os três detidos que fugiram permaneciam foragidos até o final da tarde de ontem.
O delegado afirmou que a rebelião não foi motivada por nenhuma reivindicação. ''Os presos simplesmente queriam fugir'', afirmou. Até o último fim de semana, a carceragem do DP, que tem capacidade para 40 presos, estava com 80 detidos.

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