Detentos ganham consultórios
Valmir Denardin
Os mais de 300 presos da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu começaram ontem a contar com uma unidade de assistência médica e odontológica instalada dentro do presídio. Até agora, quando os detentos precisavam desse tipo de atendimento eram levados, sob escolta policial, para postos de saúde da prefeitura ou para a Santa Casa.
Com auxiliar de enfermagem, médico e dentista, a Unidade de Assistência à Saúde é resultado do trabalho da Associação de Proteção e Assistência Carcerária (Apac), que atua no presídio desde novembro do ano passado. A Apac é formada por mais de 30 entidades sociais e comunitárias de Foz do Iguaçu. Os consultórios foram equipados pela prefeitura, que também vai pagar os salários dos profissionais do núcleo. A mão-de-obra foi dos próprios presos.
O dentista e o clínico geral farão consultas duas vezes por semana e o auxiliar de enfermagem vai trabalhar de segunda-feira a sábado, das 7 horas às 13 horas. Uma das celas será reformada para funcionar como enfermaria. A cadeia está superlotada. Com capacidade para 128 presos, abrigava ontem 334.
Segundo a diretora de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde, Marli Teixeira, as 25 presidiárias da Cadeia Pública vão receber atendimento especial, com tratamento ginecológico, exame preventivo de câncer e pré-natal, no caso de grávidas. Atualmente, duas presas estão grávidas.
A assistente social Suely Firman Ruiz, presidente da Apac, disse que a inauguração da unidade de saúde é a segunda conquista da entidade. A primeira foi a melhoria da comida servida aos presos, com campanhas de doação de alimentos pela comunidade e treinamento dos cozinheiros por nutricionistas. A próxima meta, segundo Suely, é a construção de uma ala exclusiva para mulheres e outra para presos que trabalham durante o dia e são recolhidos à noite.

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