Paulo Ubiratan
Cerca de 200 presos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) se rebelaram no final da tarde de anteontem e somente por volta da meia-noite, com a chegada do juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle, a situação se acalmou. Quando a rebelião começou no pátio da Penitenciária, o diretor da PEL, Dyson Ferreira de Pinho, estava fazendo um curso em Curitiba. Por determinação do secretário de Justiça e Cidadania, José Tavares, ele retornou à cidade acompanhado do diretor do Departamento Penitenciário (Depen), Cezinando Paredes. O secretário disse que, após os ânimos se acalmarem, os presos voltaram para as celas sem problemas.
‘‘Não é admissível que, em apenas cinco anos de existência a PEL, que serviu de modelo de penitenciária para todo o Brasil, venha sofrendo com este tipo de problemas. Para nós são manifestações corriqueiras motivadas por insatisfações pessoais dos presos e falhas do nosso corpo funcional. A direção tem que criar canais de diálogo junto aos presos para evitar tumultos por tão pouca coisa’’, afirmou Tavares.
Segundo o secretário, os presos queriam mais agilização em seus benefícios na Vara de Execuções Penais, um exemplar do Código Penal, a suspensão de revista nas mulheres durante as visitas, aumento do tempo da visita íntima com esposas ou companheiras de 45 minutos para uma hora e autorização para que o preso tenha disponível R$ 20 e não mais os R$ 15.
O secretário chamou a atenção para o fato de que os presos têm direito de reivindicar, mas com disciplina. Tavares garantiu que não houve nenhuma ação de violência de ambas as partes. De todas as reivindicações, serão estudadas as possibilidades de autorizar um aumento no valor do dinheiro em poder dos presos e melhorar o sistema de revistas nas mulheres em dia de visitas. Tavares disse que mandou vir de Maringá três advogados que trabalham para o Estado, para junto à Vara de Execuções Penais agilizarem os benefícios solicitados pelos presos.

mockup