Foz do Iguaçu Parte dos presos da Penitenciária de Foz do Iguaçu, considerada de segurança máxima e modelo no tratamento de presos, entrou ontem no segundo dia de greve de fome para reivindicar melhorias. A mobilização atinge cerca de 150 dos 380 internos e não tem data para acabar, segundo a direção da unidade.
Os condenados exigem a construção de uma quadra poliesportiva, a instalação de aparelhos de televisão e rádio em todas as celas, ampliação dos horários de visitas, de lazer, de ''banho de sol'', fornecimento de doces, além de liberação para assistir todos os canais de televisão (eles assistem à TV Educativa em ambientes coletivos).
A lista de exigências foi encaminhada à Vara de Execuções Penais na segunda-feira, quando teve início protesto. Ontem, perto de 30 presos desistiram da greve. Os manifestantes perderam os direitos da população carcerária. Já os demais continuam com as atividades normalmente.
A penitenciária é tida pelo Governo do Paraná como uma referência na recuperação de presos. A diretora da penitenciária, Margarete Rodrigues, considera a revolta ''uma vergonha sem fundamento''. Segundo ela, o movimento pode ter sido orquestrado por membros do crime organizado. ''Não vamos ceder. O protesto, se ficar na greve de fome, é problema deles. Se partir para outra ação, sofrerá represália à altura'', afirma.

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