Detentos estão sem assistência, critica advogado
Membro do Conselho Penitenciário do Paraná e do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, o advogado Dálio Zippin Filho, informou à Folha que no último levantamento divulgado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública havia mais de oito mil presos em DPs. ''Os presos que estão em cadeias não têm nenhum tipo de assistência médica, salvo casos isolados onde o delegado requisita tratamento.'' Esse atendimento é parte de acordo federal firmado entre os ministérios da Justiça e Saúde para tratar presos doentes.
Zippin Filho criticou que a Lei de Execução Penal, que entrou em vigor em 1984 prevê que o Estado tem o dever de oferecer assistência médica a todos os presos, inclusive os provisórios como os que estão em delegacias. Mas ele lembrou que isso não é o que acontece. ''Se a Saúde Pública fosse vistoriar as cadeias iria interditar todas elas.''
A assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) confirmou que os delegados é que encaminham presos doentes para tratamentos de saúde. Por isso, segundo eles, não seria possível precisar o número de doentes que estão em distritos. Já os condenados com problemas de saúde recebem tratamento no Complexo Médico Penal, em Curitiba, onde só neste ano foram realizadas 1.153 consultas clínicas e psiquiátricas. (L.A.)





