Detentos dizem que estão passando fome
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domingo, 17 de junho de 2001
De Piraquara 
Uma das maiores preocupações dos familiares era com a alimentação dos presos. Por volta das 20h45 de sábado eles teriam gritado por comida e água. A preocupação foi confirmada pelos presos que não conseguiram sair para visita. Estamos sem comida e sem água, gritou um dos detentos. Estão matando a gente de fome. Eles não têm o mínimo de humanindade.
De acordo com os detentos, apenas dez presos estão sendo responsáveis pela alimentação dos mais de 1,3 mil internos. A rebelião foi um fato isolado. Não podemos pagar por isso, gritou outro preso. O tenente Roberto Cândido Pereira, que acompanhou a imprensa no presídio, confirmou que os presos estão recebendo apenas uma alimentação diária. Eles ficam fechados nas celas por motivos de segurança. É muita gente. Não conseguimos passar mais de uma vez em todas as celas distribuindo alimentos. Mas eles recebem o suficiente para duas refeições cada vez, explicou.
O diretor interino da PCE, tenente-coronel Nemésio Xavier de França, disse ontem que não existe nada oficial, mas a previsão é a de que a PM continue na guarda interna do presídio por 30 dias. No sábado, 68 PMs faziam a guarda, segundo o sargento Ariel Froes. Os agentes penitenciários cerca de 10 ajudavam apenas a cuidar da portaria, junto com outros dois PMs. A intenção era aumentar o efetivo ontem em função das visitas, mas França não quis divulgar o número por questão de segurança.(L.P.)


