Cambé Seis presos fugiram, na madrugada de ontem, da cadeia de Cambé (13 km a oeste de Londrina). O número poderia ter sido maior se o investigador de plantão não tivesse percebido o túnel escavado pelos detentos. Os presos que não conseguiram escapar iniciaram uma rebelião só controlada com a vinda dos policiais do Pelotão de Choque.
De acordo com o delegado Antônio do Carmo, os presos cavaram um túnel de cerca de 3,5 metros, saindo de uma das celas da ala direita até o gramado que há ao lado, e escalaram o muro da delegacia. Alceu Augusto, 22 anos, preso por homicídio; Wilian Donizete da Silva, 25; Celestino da Silva Ribeiro, 33; Nelson dos Santos, 22; Marco Antônio Barbito, 34; e Adriano da Silva Correa, 21, todos acusados de roubo, conseguiram escapar. No momento, haviam 64 detentos nas oito celas da cadeia.
Por volta das 3h30, o investigador Valderi Vicente foi fazer a ronda e percebeu que havia uma luz no chão, detectando o túnel. Os presos da ala esquerda já tinham serrado as grades e também se preparavam para sair. Com a fuga frustrada, houve um princípio de rebelião e os policiais do Pelotão de Choque foram acionados para controlar o tumulto. ''Houve um quebra-quebra interno'', disse o delegado. Quatro celas tiveram as portas arrancadas. Os presos foram remanejados nas outras celas enquanto as danificadas eram reparadas.
Segundo Carmo, a grande preocupação no momento da rebelião foi com a segurança dos 18 detentos que cumprem pena na ''cela do seguro'', onde ficam aqueles que cometeram crimes como estupro ou estão sendo ameaçados por outros presos. Há 16 meses não havia uma fuga em Cambé.
A região de Londrina, no entanto, já registra três fugas em menos de uma semana. No sábado, cinco presos fugiram da cadeia de Arapongas. Na terça-feira, três presos escaparam da cadeia de Cornélio Procópio.

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