Detentos da Colônia Penal limpam ruas de Piraquara
Adriana Ribeiro
De Curitiba
Vinte presos da Colônia Penal Agrícola estão trabalhando, desde quarta-feira, na limpeza das ruas e margens dos principais rios que cortam Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. O serviço foi solicitado pelo secretário do Meio Ambiente e Agricultura do município, Ari Soares, que conseguiu a liberação dos detentos junto ao Conselho Penitenciário do Estado.
O projeto beneficia tanto os apenados como também a Prefeitura de Piraquara. Enquanto os presos têm a oportunidade de realizar um trabalho para a comunidade, tentando a reintegração na sociedade, a administração municipal deixa a cidade mais limpa sem ter que pagar pelo serviço. Não temos dinheiro em caixa para isso, diz Soares.
O secretário acredita que encaminhando os presos para o trabalho estará mostrando que eles ainda podem ser úteis para a sociedade. Eles estão presos por algum acidente, mas precisam saber que aqui fora existem pessoas que também têm problemas, e que eles podem ajudar, diz Soares.
É isso que motiva Denilson Domingos da Silva, 30 anos, de Londrina, a participar do mutirão. Condenado a cinco anos e quatro meses por assalto, ele está preso há sete meses na Colônia Penal. Esta sendo bom porque é um voto de confiança, diz ele.
Os 20 presos que ajudam na limpeza foram escolhidos por Antônio César Franco, diretor da Colônia Penal Agrícola, que está instalada em Piraquara, e reúne detentos que já cumpriram pena em regime fechado. Todos são jovens e condenados por assalto, estupro e tráfico de drogas. Apenas o secretário do Meio Ambiente e um funcionário do sistema penitenciário fazem a guarda dos detentos durante o trabalho. Não tememos alguma fuga porque todos eles estão a um passo da liberdade, diz Soares.
A primeira etapa do mutirão deve acabar no dia 25. A previsão é que depois os presos possam participar de outro trabalho, também de limpeza, mas desta vez de trilhas ecológicas e nas áreas de mananciais. No primeiro dia de trabalho, que aconteceu nas margens de rios, os presos encheram 198 sacos de 100 litros de lixo.
O trabalho foram da Colônia Penal é permitido apenas para os presos que têm comportamento exemplar. Dos 690 internos da unidade, atualmente apenas 200 têm emprego fora. Eles trabalham para o Instituto Pró-Cidadania, uma imobiliária, Detran, UFPR, Emater e Embrapa.





