Curitiba - O presidiário Marcelo Soares de Farias, 34 anos, foi assassinado na quarta-feira, dentro da Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba, por outros seis detentos. O crime aconteceu no horário de lazer dos detentos, enquanto eles estavam no pátio, tomando sol.
Segundo agentes penitenciários que tentaram evitar o crime e socorreram a vítima, o grupo que atacou Farias possuía estoques, que são armas improvisadas pelos próprios detentos. Farias recebeu sete golpes, a maioria nas costas. Ele foi encaminhado ao Hospital Cajuru, mas não resistiu aos ferimentos. Farias era condenado a 23 anos de prisão por assalto a mão armada, furto, agressão, lesões corporais e atentado violento ao pudor. Ele já tinha cumprido 11 anos da pena.
O preso Cleverson de Souza Alves, que ainda não é condenado e responde inquérito por assalto, assumiu a autoria do crime. Mas o delegado que cuida do caso, Luis Alberto Salles, do 4º distrito, indiciou os outros integrantes do grupo com base nos testemunhos dos agentes penitenciários. Os seis foram autuados em flagrante.
Farias, que participou de várias rebeliões na Penitenciária Central do Estado (PCE), foi transferido para o Ahú porque já sofria ameaças de morte. Alves, que assumiu a autoria do assassinato, disse ao delegado que cometeu o crime por causa de uma dívida referente a um quilo de maconha, que Farias não lhe teria pago.
O delegado contou ainda que um dos objetos utilizados para atacar Farias tinha mais de 30 centímetros de comprimento e foi feito com pedaços de uma panela. ''Parecia uma espada'', contou o delegado.

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