Detento da PEL engole cinco gramas de maconha
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de setembro de 1998
Paulo Ubiratan 
O preso da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), Luiz Carlos Francisco, 28 anos, teve de ser levado às pressas no final da tarde de domingo para o Hospital Universitário depois de engolir cinco gramas de maconha acondicionadas em um pacotinho de plástico. Segundo o vice-diretor da PEL, Maurício José Sanches, o preso começou a se sentir mal quando ia ser recolhido para celas após receber visitas de familiares. Ele disse que estava se afogando com um osso de galinha. Chamamos o médico da prisão e ele nada pôde fazer, contou o vice-diretor.
No hospital, o preso submeteu-se a uma endoscopia e foi descoberto o pacotinho de maconha no seu esôfago, que foi retirado. Segundo o serviço de segurança da PEL, o tóxico teria sido entregue pela companheira de Luis, que o visitou à tarde. A mulher levou o pacotinho introduzido no ânus. Mesmo com revista, é impossível se descobrir alguma coisa, afirmou Maurício Sanches. Ele enfatizou que nos dias de visita todas as mulheres e homens são revistados, mas a lei proíbe a realização de exames nas partes íntimas dos visitantes.
O vice-diretor disse que há mais de um mês não ocorria casos de entrada de tóxico na PEL desta forma. No entanto, já houve diversos casos do tóxico ser apreendido nas celas, presumindo que entrou no presídio da mesma forma. Diariamente fizemos rigorosas revistas nas celas, disse Maurício Sanches. A maior preocupação da direção é a comercialização de maconha e cocaína no interior da PEL. As cinco gramas encontradas no esôfago do preso daria para fazer cinco cigarros que seriam vendidos, o mínimo, por R$ 10,00 cada um.


