Detento consegue bolsa integral
Alexandro Muniz Freitas Rebeque, 26 anos, diz estar arrependido do crime que cometeu há oito anos e se orgulha ao falar que é hoje é um universitário. Aluno do primeiro ano de Psicologia em uma faculdade particular, o detento, que foi preso pelos crimes de roubo, porte ilegal de arma e latrocínio (roubo seguido de morte) conseguiu nota 79,98 no último Enem. Foi graças ao desempenho do preso no teste que hoje ele consegue se manter no curso com uma bolsa integral.
Minha família jamais teria condições de pagar uma mensalidade de R$ 700. O que aconteceu comigo foi uma consequência do meu vício pelas drogas. Hoje, graças a Deus estou livre disso e pretendo trabalhar na psicologia para ajudar pessoas que passam pelo mesmo problema que eu, disse.
Natural de Londrina, Rebeque foi condenado a 32 anos e atualmente cumpre regime semi-aberto. Ele passa o dia trabalhando no Centro de Detenção e Ressocialização de Londrina
(CDRL), à noite vai para a faculdade e volta à unidade para dormir. Filho de família carente que vive na Zona Norte, ele acredita que ainda poderá incentivar outros detentos.
É difícil viver assim. Me sinto um pouco livre, mas sei que não estou livre totalmente. Vejo que o estudo me possibilita uma mudança de vida. As pessoas acham que o preso não muda. Mas o fato de eu estar na faculdade mostra que, ainda pequenas, há chance de um preso mudar. (F.B.)





