Detentas são transferidas para Astorga
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sexta-feira, 14 de julho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A Polícia Civil de Maringá começou a transferir ontem 20 presas da cadeia local para a delegacia de Astorga, distante 40 quilômetros, na tentativa de aliviar a condição da ala feminina. Nas duas celas destinadas às mulheres, com capacidade para 12 pessoas, estavam 31 detentas. Elas que pediram a transferência e nós buscamos uma alternativa, disse ontem o delegado operacional da 9ª Subdivisão Policial (SDP), José Aparecido Jacovós. Serão transferidas apenas as presas condenadas com trânsito julgado.
Segundo Jacovós, as condições da cadeia de Astorga são bem melhores. Nós estamos trazendo os cinco homens presos lá para Maringá, o que dará mais condições da polícia lidar com a nova situação, disse. Ele explicou ainda que a transferência foi aprovada pela Vara de Execuções Penais de Maringá e pela Justiça e Ministério Público de Astorga. Todos se sensibilizaram diante da situação das mulheres presas aqui, revelou. As detentas estão divididas. Aqui é pior que banheiro de penitenciária, tem que tirar a gente daqui mesmo, disse Regina Figueiredo, 47 anos, presa por assalto. Ela promete que, se for para a cadeia de Astorga, e se o delegado de lá deixar, monta a microempresa, que tocava em casa, junto com as outras presas. As detentas reclamam que são obrigadas a se revezar para dormir, porque não cabem todas no chão. Quem dorme em cima do beliche não consegue descer sem acordar as outras de noite, diz uma detenta que se identificou como Geni. Ela diz que prefere ficar em Maringá, onde estão os parentes.


