Detentas do 2º DP devem ter bebês de volta na terça-feira
Érika Pelegrino
Terça-feira é o novo prazo para que os recém-nascidos que foram retirados de suas mães - que estão presas no 2º Distrito Policial de Londrina-, sejam devolvidos a elas. É o que afirma a promotora da vara, Édina Maria Silva de Paula. A expectativa era de que o caso fosse solucionado ontem, com a remoção das detentas para a Penitenciária Feminina do Estado, em Curitiba, o que não aconteceu.
Uma série de entraves burocráticos e desentendimentos têm dificultado a solução do caso. Na última terça-feira o juiz corregedor de presídios de Londrina, Roberto do Valle, conseguiu três vagas na Penitenciária Feminina do Estado para que as mães ficassem com seus filhos na ala com creche.
Criou-se um impasse. O juiz afirmava que os preparativos para a remoção só poderiam ser feitos quando a Vara da Infância e da Juventude devolvesse as crianças para suas mães. A promotora da vara, Édina de Paula, por sua vez, dizia que só devolveria os bebês no momento em que as detentas estivessem entrando no camburão rumo à Curitiba.
Em seguida a promotora afirmou que devolveria as crianças assim que os advogados das detentas entrassem com petição no Fórum concordando com a remoção.No dia seguinte devolvo as crianças para suas mães, garantiu. Os advogados entraram com a petição, mas as crianças não foram devolvidas para as mães.
Diante disto a promotora Édina, a princípio, limitou-se a dizer que o juiz da Vara da Infância e Juventude, Dimas Ortêncio de Melo não autorizou a devolução dos bebês. Em seguida afirmou que precisaria de uma garantia que a integridade física dos bebês fosse garantida até a remoção, para só então levá-los de devolta para a cela.
A viagem para Curitiba no momento, segundo a promotora depende de se conseguir os registros de nascimento dos bebês. Acredito que no mais tardar até terça-feira tudo esteja resolvido para que a remoção aconteça, garante Édina de Paula.
Se cumprido este novo prazo, serão mais de 15 dias que os bebês estarão sendo amamentados apenas três vezes por dia. Segundo a integrante do Comitê de Aleitamento Materno (CALMA), Márcia Benvenuto, a criança tem que mamar no peito no mínimo oito vezes ao dia para manter a produção do leite. Outro risco é a criança não querer mais pegar o peito pela dificuldade em sugar, segundo Márcia Benvenuto.
Procurado pela Folha, o juiz Dimas Ortêncio de Melo limitou-se a dizer que a promotora é quem tinha maiores informações. O juiz sRoberto do Valle, por sua vez já havia dito que a solução do episódio dependeria de boa vontade.





