O detento José Márcio Felício, conhecido como ‘Geléia’ –integrante do PCC e um dos líderes do motim–, contou, em entrevista por telefone, que o Estado já sabia das mortes desde o primeiro dia da rebelião. A informação foi dada a um dos poucos jornalistas que conseguiu completar a ligação para o celular de um líderes do motim, que reproduziu a conversa com os repórteres que acompanhavam o caso. Geléia acusou o governo de estar escondendo o problema da população. O secretário José Tavares, no entanto, negou que tivesse qualquer informação sobre as mortes antes da manhã de ontem.
Tavares não soube dizer o que o governo deve fazer para acabar com o PCC dentro do presídio de Piraquara. O advogado Jerônimo do Amaral, representante de quatro detentos, advertiu que ‘‘a PCE nunca mais será a mesma’’. Acredita-se que os membros do PCC tenham ampliado o grupo com a adesão de novos membros.
À noite a Folha tentou novo contato com o PCC, mas o celular que está em poder de Geléia estava nas mãos de um detento que se apresentava como secretário do traficante. Ele não quis falar do assunto. Disse que Geléia estava descansando.(Israel Reinstein e Maigue Gueths)

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