Detectando doenças precocemente
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segunda-feira, 08 de julho de 2013
Reportagem Local 
Curitiba - De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há em todo o mundo 285 milhões de pessoas com deficiências visuais, sendo 39 milhões cegas. Os especialistas admitem que até 80% destes casos poderiam ser evitados. Ainda segundo a OMS, erros de refracção não corrigidos e as cataratas são as principais causas das deficiências visuais - representam 42% e 33% dos casos respectivamente.
No dia 10 de julho é comemorado o Dia Mundial da Saúde Ocular. A data visa alertar a população sobre a importância do acompanhamento oftalmológico. "As consultas frequentes ao oftalmologista permitem detectar doenças precocemente e tratá-las com grande chance de cura", destaca a oftalmologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Renata Bekin, de Curitiba.
Os adultos devem consultar um especialista, mesmo se não houver sintomas, a cada dois ou três anos, e realizar um exame oftalmológico de rotina. "Já as crianças com idade escolar e com queixas de pouca de visão, dor de cabeça e prejuízo no rendimento escolar, os pais devem levá-las para serem examinadas por um oftalmologista", destaca o oftalmologista Francisco Grupenmacher, também do hospital.
Acuidade
Geralmente durante as consultas, o profissional ouve primeiramente as queixas do paciente e precedentes pessoais e familiares, para depois verificar a acuidade visual, ou seja, medir o quanto o paciente enxerga por meio de uma tabela padrão. "Após o exame coloca-se um aparelho no rosto do paciente para investigar se há necessidade de grau para correção. Depois e realizado o exame de fundo de olho e da parte anterior do olho, em um aparelho chamado lâmpada de fenda que funciona como um microscópio", explica Renata.
A consulta também tem como objetivo identificar doenças que podem levar a sequelas graves, como o glaucoma, que não possui sintomas específicos, ou outras que podem passar sem detecção nas fases iniciais. "Um exemplo são as degenerações de fundo de olho que somente vão aparecer sintomas quando o quadro é quase irreversível", explica Grupenmacher.
As alterações de fundo de olho podem ajudar a diagnosticar doenças sistêmicas como diabetes, hipertensão arterial e alterações no sistema nervoso central. "O fundo de olho é o único local do corpo humano que podemos observar diretamente o comportamento dos vasos, artérias e veias, o que reflete no bom funcionamento do corpo humano, pois o olho tem uma ligação direta com o cérebro através do nervo óptico", esclarece o médico.
Crianças
Os cuidados com os olhos devem ser tomados ainda na infância. "Todo recém-nascido deve ser submetido ao teste do olhinho. O exame pode ajudar no diagnóstico precoce das doenças congênitas como a catarata, o glaucoma, a rubéola e toxoplasmose", enfatiza a especialista. "Em prematuros o exame é imprescindível, pois eles têm mais chances de desenvolver alterações na retina. "Além do teste do olhinho é necessário também realizar o exame de fundo de olho", acrescenta.
Para Grupenmacher é preciso ficar atento nos primeiros anos de vida e qualquer problema, como estrabismo ou lacrimejamento constante, deve indicar aos pais ou pediatra um encaminhamento ao oftalmologista. "As crianças, com aproximadamente três anos de idade, devem fazer o primeiro exame com o oftalmologista para diagnosticar e tratar algumas doenças oculares que podem passar despercebidas", observa o médico.
Entre as doenças mais comuns detectados na infância são o estrabismo, a miopia, astigmatismo e hipermetropia. Nos adultos também ocorrem os erros refracionais com a necessidade de utilizar óculos para correção e a partir dos 40 anos, o glaucoma; e nos idosos ocorre a catarata, degeneração macular, glaucoma, complicações do diabetes e presbiopia.


