Desvio na BR-376 revolta motoristas
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quarta-feira, 01 de abril de 1998
Marcos Zanatta 
Marcos NegriniAtrasoCarros e caminhões ficam parados num trecho de subida, a poucos metros das obras da praça de pedágioOs caminhoneiros que passam pelo trecho da BR-376, entre Marialva e Mandaguari, estão revoltados com a obra de construção da praça de pedágio. Para recapear as pistas entre as cabines de cobrança e as laterais, a concessionária está liberando apenas meia-pista e causa congestionamento dos dois lados da rodovia. Os motoristas que param no sentido Marialva-Mandaguari são obrigados a ficar entre 15 e 20 minutos na subida íngreme. Ficar parado com uma carreta com até 25 toneladas de carga nestas condições é um grande risco de acidente, reclamou o motorista Ivan Voss, de Concórdia (SC).
Ele disse ontem que saiu há dois dias do interior da Argentina com uma carga de maçãs, com destino a São Paulo, e tem sofrido desde que entrou no Brasil por Foz do Iguaçu. No trecho até depois de Cascavel a chuva obriga a gente a parar a viagem por falta de sinalização na pista. Voss criticou ainda as empresas que estão fazendo a recuperação das pistas por deixar degraus no acostamento e colocar em risco a segurança dos motoristas.
Segundo o caminhoneiro, desde Foz do Iguaçu são vários pontos de obras, mas em nenhum o trânsito é paralisado. O pessoal não mede as consequências e sai fechando a estrada em locais mais impróprios, disse. Para o motorista Delmo Volpato, de Mandaguaçu, que passava ontem pelo trecho com 13 toneladas de farinha de mandioca, a empresa deveria fazer um desvio para não impedir a estrada em um local perigoso. Aqui passa muito caminhão carregado e fazer uma carreta parar em uma subida dessas é um perigo.
O frotista Cláudio Alves da Silva, que tem uma transportadora em Mandaguari, disse que além do risco de acidente existe o custo para todos que têm alguma ligação com a carga que passa pelo local. Uma carreta ficar parada ou arrancar de uma subida daquelas, carregada, é risco de quebra e atraso certo na viagem, o que vai refletir no custo do transporte.
A Folha não conseguiu ouvir ontem os representantes da Viapar em Maringá. A empresa é concessionária do trecho 2 do Anel de Integração, onde é executada a obra da praça de pedágio de Mandaguari. O assessor de marketing Frederico de La Roque estava em reunião e não retornou as ligações.


