Desvio eleva custo das mercadorias
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de janeiro de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O desvio das cargas transportadas por caminhões, por Ponta Grossa, alternativa para evitar o congestionamento e a demora na passagem da pista única da ponte sobre o rio Capivari-Cachoeira, na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), vai elevar o custo das mercadorias para as empresas em decorrência do aumento do percurso e do tempo de viagem.
De acordo com o diretor de logística da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Mario Stamm Júnior, pela BR-116 principal eixo de ligação entre as regiões Sul e Sudeste circulam cargas industriais valiosas, ''resultado de toda a riqueza produzida nessas regiões''.
Segundo Stamm Júnior, só a Siemens, que tem uma fábrica de produtos eletro-eletrônicos em Curitiba, envia para São Paulo todos os dias 10 toneladas de produtos destinada à exportação. Essa carga é embarcada no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
A transportadora Tegma, de São José dos Pinhais, responsável pelo transporte da indústria automotiva do Estado, com uma frota de 700 veículos, mantém cerca de 350 veículos-cegonheiros diariamente na BR-116 para transportar veículos da região Sudeste para o Sul e vice-versa. Segundo o gerente da empresa, Antonio Carlos da Silva, anteontem as cargas foram entregues em seus destinos com cerca de cinco horas de atraso. O desvio do trajeto vai complicar a situação. Segundo Silva, são pelo menos 300 quilômetros a mais de percurso, quase o dobro da extensão Curitiba-São Paulo que é de 400 quilômetros.
De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas (Setcepar), Aldo Fernando Klein Nunes, o percurso adicional representa R$ 675,00 a mais por viagem no custo do caminhão. Nesse custo não estão calculados os gastos com pedágio que são, no mínimo, nove praças, desviando por Ponta Grossa.


