Desvio é fechado e motoristas reclamam
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de junho de 1998
Marcos Zanatta 
A Viapar, concessionária responsável pelo lote 2 do Anel de Integração, afirma que não fechou nenhuma estrada usada como desvio das praças de pedágio sob sua responsabilidade. Na região de Maringá, motoristas reclamam do fechamento do acesso ao desvio da praça de pedágio de Mandaguari (33 km a leste de Maringá). Ontem, motoristas já desviavam de uma valeta para alcançar a estrada marginal, que passa ao lado da praça de pedágio.
Nosso direito é de colocar obstáculos em toda extensão da estrada, alegou o diretor de marketing da Viapar, Frederico De La Roque. Mas por enquanto não estamos atuando nessa parte. Segundo De La Roque, qualquer acesso à rodovia só pode ser aberto com autorização da concessionária.
Edson MazzettoMelhoriaMáquinas da prefeitura de Cascavel realizam obras de melhoria em uma estrada rural de seis quilômetros, que está sendo usada como desvio da praça de pedágio localizada a 20 quilômetros da cidadeDesconheço se algum desvio utilizado pelos motoristas nas cinco praças de pedágio do lote 2 foi fechado. Pode ter alguém fechando por se sentir prejudicado ou o próprio DER ter pedido. Um dos motivos que pode ter levado ao fechamento de desvios, acredita De La Roque, é o barro que vai para a pista nos dias de chuva. Na semana passada, o excesso de barro no trecho entre Maringá e Mandaguari provocou um acidente. De La Roque acha que a Polícia Rodoviária poderia multar os veículos que sujam a estrada, conforme permite a lei de trânsito.
O chefe do escritório do DER em Maringá, Hélio Dutra, informou ontem que não tinha conhecimento sobre o fechamento de desvios das praças de pedágio. Vou me informar, disse. O empresário Adalberto Feltrin, que tem uma transportadora em Mandaguari, não sabia ontem do fechamento do desvio. Se for estrada municipal eles não podem fechar, mas mesmo que não for, está claro o abuso da empresa concessionária, considerou. Feltrin disse que os caminhoneiros não querem desvios e sim um preço que consideram justo, de R$ 1,00 por eixo.
Jataizinho Após três semanas do início da cobrança do pedágio no Lote 1, muitos motoristas ainda estão utilizando a estrada municipal Água Branca para fugir da praça de Jataizinho (21 km a leste de Londrina). A utilização do desvio foi fortalecida pelo movimento de vereadores e políticos de municípios da região contrários à cobrança.
O percurso inicial passava por uma propriedade privada e tinha três quilômetros. Há pouco mais de uma semana, cansado de ver sua plantação de milho ser destruída, o proprietário do sítio resolveu fechar parte do desvio, ampliando o percurso para 10 quilômetros. Mesmo com este aumento no trajeto e com o perigo de quebrar os veículos no meio do caminho, os motoristas preferem usar o desvio a pagar os R$ 3,70 para carros de passeio.
De acordo com o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, a Econorte, concessionária responsável pelo Lote 1 do Anel de Integração, pode evitar o uso da estrada municipal pelos motoristas. Um dos motivos é que o acesso dos veículos às rodovias oficiais oferece perigo de acidente de trânsito, provocado pelo aumento do fluxo de veículos nas estradas secundárias.
Segundo a assessoria de imprensa da Econorte, nenhuma medida será tomada com relação ao desvio. A empresa acredita que, com o tempo, os motoristas vão notar a diferença e computar os gastos com os dois percursos, percebendo que é melhor e mais seguro usar as rodovias.


