O uso de desvios por motoristas que fogem do pagamento de pedágio está deixando o proprietário rural Kyuhei Komagomi, 60 anos, preocupado e aborrecido.
É que muitos deles, inclusive com caminhões e ônibus de turismo, estão usando um carreador que passa no meio da fazenda de Komagomi, no município de Floresta (25 km de Maringá).
Além dos estragos na estrada por causa do tráfego de veículos carregados, o fazendeiro diz que os motoristas acabam com a tranquilidade da vida no campo e expõem a família dele e dos empregados da fazenda a riscos de atropelamentos e acidentes.
O carreador usado pelos motoristas que desviam da Praça de Pedágio de Floresta, na PR-317, foi aberto pelo fazendeiro há mais de 20 anos. Segundo Komagomi, quando os caminhões e ônibus passam pelo carreador, as pedras se soltam e prejudicam a plantação.
‘‘Entendo que o pedágio é caro e que as pessoas estão sendo prejudicadas, mas eu também estou sendo mais prejudicado ainda porque a estrada foi eu que abri e sou eu que faço a manutenção’’, diz.
Komagomi chegou a fazer um obstáculo no meio da estrada, mas de nada adiantou. Ele informa que durante todo o dia há movimento no carreador, mas reclama mesmo é do trânsito à noite.
‘‘A gente fica com medo porque tem motorista que vem parar na casa da gente e fica perdido porque não sabe para onde tem que ir, para sair novamente na rodovia’’, explica.
O fazendeiro procurou ajuda na Prefeitura de Floresta, mas foi orientado a esperar um pouco antes de tomar qualquer medida. ‘‘Se eu for falar com a Viapar, acho que eles vão dar um jeito, só que daí eles vão bloquear a entrada da fazenda e até meus amigos, vendedores e compradores, vão ficar impedidos de entrar na minha propriedade. Isso a gente não quer’’.
Komagomi diz que não se importa em liberar a passagem de ônibus escolares, mas faz restrições aos caminhões que trafegam pelo carreador com cargas pesadas.
Para tentar sensibilizar os motoristas, Komagomi pensa em colocar algumas placas espalhadas ao longo do carreador sinalizando que a estrada é de uso particular. ‘‘Já tentei parar os motoristas e explicar para eles que se trata de uma estrada particular, mas eles não param e quase passam por cima da gente’’, queixa-se o proprietário rural.
A estrada que passa pela propriedade não é o único desvio da praça de pedágio. Para quem está no sentido Campo Mourão-Floresta, há uma estrada municipal com acesso pelo lado esquerdo da PR-317. ‘‘Os motoristas não gostam muito da estrada municipal porque não é cascalhada e tem muitas curvas’’, diz Komagomi.Via opcionalKyuhei Komagomi, que abriu carreador há cerca de 20 anos: danos com o tráfego de veículos pesadosLucinéia Parra

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