Membros de associações comunitárias reclamaram de destruição de mudas de diversos tipos de árvores plantadas às margens do Ribeirão Quati. O plantio foi feito voluntariamente por moradores da região da região oeste. A iniciativa teve apoio de 18 moradores, integrantes das associações de moradores dos bairros Jardim do Sol, Vila Nova, Império do Sol, Conjunto Santiago e Jardim Nossa Senhora da Paz. As mudas teriam sido destruídas durante limpeza de terreno localizado no leito do ribeirão, entre as ruas Claudia Rizzi e a avenida Winston Churchill, em frente à rua Josefa Corrado.
Segundo o tesoureiro da associação do Conjunto Santiago, José Barbosa, o objetivo do grupo era conservar o local, afetado pela poluição e erosão. As mudas de sibipiruna, cedro, entre outras espécies, foram doadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) e Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). ''A situação não pode fica deste jeito. Fizemos até mais do que a nossa parte em plantar as mudas. Fiquei chateado pela destruição'', disse. Duzentas e vinte mudas teriam sido destruídas no local. ''O ideal seria a prefeitura replantar as árvores que foram estragadas''.
O secretário do Meio Ambiente, Dirceu Fumagalli, disse que a instituição está disposta a repor as mudas. ''O outono não é o período mais adequado para o plantio. Mas, se a comunidade se propuser a cultivar as plantas, podemos plantar as mudas num prazo menor'', garantiu.
O vereador Maurício Barros (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, vai encaminhar um requerimento cobrando explicações do Poder Executivo. A assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) afirmou ontem que deverá tomar providências somente após receber notificação oficial.

mockup