DESTRUIÇÃO - Temporal afeta 200 mil londrinenses
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Londrina - Depois da chuva e do vento forte de domingo, ontem foi dia de contabilizar os prejuízos e organizar os trabalhos de recuperação. Logo cedo o prefeito Alexandre Kireeff se reuniu com o secretariado e Defesa Civil, além de representantes da Copel e Sanepar para avaliar a situação. Segundo o 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Londrina, durante o temporal os ventos chegaram a 104 km por hora e 200 mil pessoas foram afetadas.
Entre as escolas municipais, dez precisaram suspender as aulas devido à falta de água ou energia elétrica. Segundo informações do Núcleo Regional de Educação de Londrina (NRE), quatro escolas estaduais estão sem aula, também por estarem sem água e energia elétrica. "Algumas tiveram problemas como calhas entupidas, queda de árvore ou destelhamento, mas estão com as aulas normais. Os alunos foram realocados em outras salas e os prejuízos devem ser cobertos pela verba de manutenção que as escolas recebem", destacou Lúcia Cortez, chefe do NRE.
Segundo a Sanepar, a falta de energia elétrica das 13 às 20 horas no domingo paralisou os sistemas Cafezal e Tibagi, afetando os sistemas de produção e distribuição de água em Londrina e Cambé. Na manhã de ontem, cerca de 40 mil domicílios permaneciam sem água nos dois municípios, o que representa 20% da população atendida. Em Londrina, a Região Norte foi a mais afetada.
A Copel registrou 120 mil consumidores afetados, sendo que na manhã de ontem 15.131 domicílios permaneciam sem energia elétrica. Cerca de 60 postes foram quebrados e dezenas de cabos ficaram rompidos. Com a intensidade do temporal, cinco torres de transmissão de energia na zona leste foram derrubadas.
Aparecido Alberto Tomaseli, gerente do Departamento de Serviços da Região Norte da Copel, explicou que durante todo o dia de ontem 120 funcionários estavam nas ruas e a expectativa era de que o serviço fosse finalizado até o fim do dia.
"Para ajudar na reconstrução das torres, equipes de Cascavel e Maringá se deslocaram para Londrina, trazendo torres suplementares. Até o momento temos mais de 55 postes danificados, mas como há regiões a serem vistoriadas, esse número pode ser maior. Na região, Londrina foi a cidade mais afetada. Calculamos 146 mil consumidores com problemas em Londrina, Cambé e Ibiporã, sendo 120 mil em Londrina", destacou.
"Tivemos um clássico vendaval de início de primavera. Nosso secretariado, através da Defesa Civil, já estava organizado para enfrentar esse tipo de ação. Há 15 dias havíamos feito a primeira reunião, se preparando para esses acontecimentos, que são costumeiros nesta época do ano. A situação é grave, o vendaval foi muito forte e de uma abrangência muito grande", afirmou o prefeito.
Segundo o prefeito, a prioridade é resolver questões que coloquem em risco as vidas humanas, seguido dos incidentes que bloquearam ruas, dificultando o cotidiano da cidade. Também está sendo avaliada a possibilidade de se decretar estado de situação de emergência. (Leia mais na pág. 3)
Serviço: Os telefones para emergência são: 153 Guarda Municipal, 193 Bombeiros e 199 Defesa Civil. Moradores sem água podem entrar em contato com a Sanepar pelo 115. Para contato com a Copel, o telefone é 0800 51 00 116, e a falta de luz também pode ser informada pelo SMS gratuito, enviando as letras "SL" e o número de identificação da conta de luz para 28593.


