DESTRUIÇÃO - Paciência e muito trabalho
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina - Passado o susto do vendaval de domingo, milhares de londrinenses tentam se reerguer com paciência, providenciando um novo telhado ou improvisando com lonas, além de lidar com as mudanças cotidianas, já que algumas escolas suspenderam as aulas. Nas primeiras horas da manhã de ontem era possível ver muitas famílias pelas ruas fazendo a retirada de galhos e troncos de árvores, além dos comentários sobre um dos mais graves temporais que Londrina já sofreu. A pavimentação em algumas vias também foi danificada.
Na Vila Casoni, região central, os rastros do vendaval estão a cada esquina. Na casa de Claudionor Vecchia, na Rua São Salvador, a manhã foi dedicada ao improviso do telhado da garagem. "Pela janela, vi o telhado desabando e voando embora. Nunca vi uma coisa assim. Foi de dar muito medo e, o que é pior, não tem o que a gente fazer. Tive que esperar passar o mau tempo para ver os prejuízos. Vou tentar dar um jeito", disse.
Nos bairros vizinhos, como Vila Nova e Jardim do Sol, em quase todas as ruas houve quedas de árvores. No domingo à noite, as vias de acesso à Rua Saturno ficaram bloqueadas. A escuridão era total, o que dificultou o trabalho para a remoção das árvores. Ontem bem cedo, uma equipe da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) continuava percorrendo as ruas do bairro.
De acordo com a Secretaria de Defesa Social, a retirada de árvores em locais sem gravidade pode levar até uma semana, já que o município tem à disposição apenas 11 motosserras, seis da Sema, três do Corpo de Bombeiros e duas da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Segundo a secretaria, o serviço será realizado com prioridade nos casos em que a árvore atingiu a casa ou o portão da residência, impedindo a entrada e saída dos moradores. Além disso, a Defesa Social prioriza as vias com fluxo de veículos, interditadas por causa das quedas de árvores.
Por todos os cantos da cidade, praças e canteiros viraram "depósito" de galhos e árvores retirados pela própria população. A região Norte concentrou boa parte dos danos. No patrimônio Heimtal uma central de vendas foi atingida por três postes de energia e o telhado desabou sobre um veículo. Funcionários estavam se inteirando sobre os danos.
No Conjunto Rui Virmond Carnasciali (zona oeste), a rede elétrica danificada pela queda de postes e árvores ainda fazia estalos ontem de manhã. Do outro lado da rua, na Escola Municipal Neman Sahyun, a falta de energia e de abastecimento de água forçou a suspensão das aulas para 250 alunos. Uma equipe da Secretaria Municipal de Educação esteve na escola e recolheu alimentos perecíveis para evitar que os mesmo estragassem.
Já na Escolha Municipal Moacyr Teixeira, no Conjunto Maria Cecília, os danos foram maiores com o desabamento de dois muros e a interdição de uma sala que está com vazamento. De acordo com a diretora Maria Aparecida Maricato, apenas uma turma teve que ser remanejada. Os alunos estão tendo aulas na biblioteca.
"Graças a Deus foi no final de semana. Eu fiquei sabendo na noite do domingo pela comunidade que me avisou. É um sentimento de impotência. Temos que entender que a situação caótica está em toda a cidade. Temos que manter a calma e a paciência", comentou emocionada.
Parte do muro da quadra de esportes que passa por reformas, desabou assim como o muro ao lado de uma sala de aula. "Minha preocupação é porque ele dá acesso à escola. Funcionários da Secretaria Municipal de Educação vieram aqui e deverão providenciar tapumes como medida emergencial. A Guarda Municipal intensificará as rondas, mas o telhado só mesmo quando o mau tempo passar", completou.
Segundo o Instituto Tecnológico Simepar não deve chover nesta semana em Londrina. (Colaborou Rafael Fantin/Equipe Bonde)


