Com um acesso ao site da Mineradora (www.tibagiana.com.br) fica fácil perceber qual será o destino dos diamantes produzidos no Tibagi. A página da internet prioriza a língua inglesa e tenta transmitir credibilidade sobre a origem de suas pedras, mostrando a localização exata do local de extração e diversas fotos sobre o processo. Expor a origem legal do produto é ponto importante no atual cenário internacional do comércio de diamantes. Em tempos de necessidade latente de preservação ambiental, a procura é pelo produto legalizado.
''O nosso comércio será quase exclusivamente com o exterior. Hoje, os melhores mercados são Estados Unidos, Bélgica e Índia, mas os Emirados Árabes, com destaque para Dubai, estão aumentando de forma fenomenal as suas importações de diamantes. Não há no Brasil uma economia que absorva gemas para a joalheria. Dos diamantes existentes no Tibagi, mais de 70% são propícios para esse tipo de comércio. O que dificulta o crescimento do mercado interno é a falta de serviço especializado de lapidação, principalmente para as pedras menores. Temos o projeto de criar uma escola de lapidação em Telêmaco Borba. Será um trabalho social'', prometem os proprietários.
Questionados sobre a possibilidade de o Rio Tibagi se tornar uma nova ''Serra Pelada'' com a divulgação de tamanho potencial, os empresários dizem que essa possibilidade não é descartada. Contudo, pretendem dar uma chance de trabalhar de forma legal para os garimpeiros de 20 balsas que já atuam nas áreas da empresa. ''Esses balseiros estão na região há muito tempo e o nosso plano socioambiental se restringe a eles. Os vindos de outros estados não teriam chance de se legalizar. Se acontecer uma invasão, e realmente isso é possível, necessitaríamos da intervenção efetiva do poder público'', ressaltam. (W.S.)

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