Há poucos dias do prazo dado pela CMTU para saída dos hippies do Calçadão, ainda não há definição do destino dos artesãos. No final da semana passada, o grupo concordou em optar por um local fechado e sugeriu ao órgão dois imóveis na área central. Contudo, a locação das salas já foi descartada pela CMTU.
A exemplo do que ocorreu com os camelôs e artesãos, a CMTU propôs bancar o aluguel do primeiro ano do empreendimento. Dos dois imóveis indicados pelo grupo, um foi vendido e outro é localizado na rua Sergipe. ''O aluguel é muito caro, fica inviável alocá-los, até porque depois de um ano eles não vão conseguir se manter lá'', afirma o assessor de assuntos comunitários da CMTU, Carlos Xavier. O valor da locação é R$ 4 mil.
O número de hippies que frequenta o Calçadão é variável, mas segundo Xavier são oito londrinenses e de 5 a 6 artesãos de outras localidades. Ele também frisa que o prazo de permanência do grupo termina na quarta-feira. O artesão Paulo César Pereira disse ontem desconhecer a recusa da CMTU. ''Tentei entrar em contato com eles mas não consegui, não sei como vão ficar as negociações'', disse.

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