Destino do prédio divide as opiniões
As obras do novo Fórum de Curitiba foram oficialmente paralisadas no dia 5 de novembro de 1991. O despacho da diretoria do Decom se baseava no laudo pericial de 16 de julho daquele ano. A vistoria encontrou defeitos nos alinhamentos de pilares e vigas externas. De acordo com a inspeção do Decom, as lajes apresentavam deformações. O documento aponta reparos errados quanto ao aspecto visual em pontos diversos da estrutura e a correção inadequada nos pontos de sustentação da futura caixa dágua do prédio.
Apesar dos problemas apontados pelo Decom, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná, Eliel Lopes Ferreira Júnior, defende que as obras devem ser concluídas. Como engenheiro, Ferreira Júnior disse que qualquer empresa tem condições de terminar a obra que necessita só de fechamento e acabamento. O vereador Ney Leprevost (PPB) chegou a sugerir a instalação de uma comissão de inquérito na Câmara de Vereadores para apurar responsabilidades, mas até agora a idéia não saiu do papel.
Uma alternativa que poderia garantir uma utilidade ao esqueleto de concreto está longe de ser encontrada. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que acamparam na praça Nossa Senhora de Salete por quase meio ano em 1999, usaram os dois primeiros andares como centro escolar. A implosão da estrutura também foi estudada. Descobriu-se que seriam necessários mais R$ 7 milhões para dinamitar o prédio que virou símbolo do desperdício do dinheiro público. (D.V.)





