Destino de entulhos é tema de encontro
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quinta-feira, 26 de setembro de 2002
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
A prefeitura de Londrina está iniciando trabalho de gestão dos resíduos sólidos da construção civil, preocupada com o destino final destes entulhos. Ontem, o engenheiro Tárcísio de Paula Pinto, assessor do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) participou do encontro ''Entulho da construção: Novas normas e instrumentos de gestão'', realizado ontem no auditório da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Tarcísio
presta consultoria em projetos para o destino dos entulhos em 18 cidades, entre elas, Belo Horizonte e São Paulo. Em julho foi aprovada a resolução 307 do Conama, definindo responsabilidades e prazos para prefeituras e construtoras.
Segundo o engenheiro, 80% dos materiais tem reaproveitamento e que 50% a 70% dos resíduos são provenientes de pequenas reformas. ''Reciclando e gerando material em forma de agregado, o metro cúbico do material triturado fica em torno de R$ 8'', revelou. A prefeitura de Londrina paga R$ 22 o metro cúbico de areia e R$ 17 o da pedra.
O presidente da Companhia de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, informou que são recolhidos de resíduos entre 900 e 1,3 mil toneladas/dia, uma quantidade três vezes maior que o lixo doméstico e hospitalar coletado depositado no aterro sanitário: 350 toneladas/dia. A CMTU gasta cerca de R$ 10 por metro cúbico para a retirada do material.
Para o promotor do Meio Ambiente, Cláudio Esteves, o problema do despejo de entulhos em lugares impróprios é gravíssimo. ''Traz muitos prejuízos, aterra nascentes, destrói áreas de preservação permanente e prejudica a saúde'', afirmou. Ele disse que já requereu inquérito ambiental contra empresas que foi detectado suposto depósito de entulhos. ''Pretendo atuar energicamente, exigir multas e promover ações penais '', garantiu.


