Mário CésarNovo espaçoO prefeito Antonio Belinati durante a solenidade de assinatura do decreto que destinou área para instalação da Cidade Industrial de Londrina: lotes serão comprados ou desapropriados pelo MunicípioO prefeito Antonio Belinati assinou ontem decreto declarando de utilidade pública a área de 436,37 alqueires, na divisa entre Londrina e Ibiporã, onde será criada a Cidade Industrial de Londrina. A Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) deve começar a negociar a área com os 50 proprietários nas próximas semanas. Os lotes poderão ser comprados ou desapropriados pela Prefeitura.
O presidente da Codel, Alex Canziani, afirma ter pressa em liberar a Cidade Industrial para a construção de fábricas. Ele disse que, no início desta semana, entrará em contato com os proprietários das empresas Concretoeste Indústria e Comércio Ltda., de São José do Rio Preto, e Fábrica de Móveis Santos para pedir que aguardem a liberação da área.
Em matéria publicada ontem pela Folha, representantes das duas empresas confirmaram interesse em se instalar na Cidade Industrial de Londrina. Mas também afirmaram estar negociando terrenos com as prefeituras de Cambé e Ibiporã.
‘‘A Prefeitura de Londrina não quer perder indústrias para ninguém. Vamos fazer de tudo para agilizar ainda mais a liberação da Cidade Industrial’’, disse Canziani. A previsão é de que os terrenos sejam liberados em seis meses. Embora afirme que a intenção da Codel é adquirir as propriedades à medida em que as empresas forem se instalando no local, Canziani pretende implementar toda a área até o final do ano 2000.
Canziani disse que, ontem de manhã, um empresário do ramo de colchões, procurou a Codel interessado em abrir uma fábrica de espumas na Cidade Industrial. ‘‘Agora, já são 14 empresas interessadas em se instalar no local.’’
Por causa da heterogeneidade da área - com lotes em declive e aclive -, Canziani garante não saber quantificar o investimento para a implementação da Cidade Industrial. ‘‘Vai depender de estudos, que devem começar em breve.’’ O estudo da estrutura viária, que está sendo feito pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), já está avançado, segundo o presidente da Codel.
A Cidade Industrial será ocupada principalmente por indústrias dos setores apontados no Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI), como têxtil, fármaco-químico, eletroeletrônico, alimentos e autopeças.
Antonio Belinati disse que o governador Jaime Lerner reafirmou ontem de manhã, por telefone, que pretende incentivar a criação de um pólo de autopeças em Londrina. A provável instalação de uma indústria internacional na Cidade, para suprir montadoras de automóveis de Curitiba, está sendo mantida em segredo pela Prefeitura.
Canziani espera anunciar a construção da indústria até o final deste mês. Ele adiantou ontem, que a fábrica não vai se instalar na Cidade Industrial mas ‘‘em outro terreno’’.
O secretário estadual da Indústria e Comércio, Nelson Justus, que havia confirmado presença na solenidade, não conseguiu vir a Londrina em função de mau tempo em Curitiba.

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