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Eleição de novos diretores do Conselho Federal de Medicina
Mário Antonio Ferrari, médico e advogado em Curitiba, ex-juiz do Tribunal Regional do Trabalho, esteve em Londrina, ontem, fazendo contatos com colegas visando o pleito para a escolha do representante do Paraná junto ao Conselho Federal de Medicina, que está marcado para os dias 21 e 22 deste mês. A eleição no interior será por correspondência. Ferrari é candidato a titular e Sidon Mendes de Oliveira, especialista em cirurgia toráxica e professor da Faculdade Evangélica de Medicina, além de diretor financeiro da Unicredi da Capital, concorre à suplência. Na plataforma dos dois, a defesa intrasigente do direito dos médicos e a redução do valor da anuidade que a categoria paga ao Conselho.
Como se sabe, o CFM e o Conselho Regional fazem a fiscalização de hospitais e do exercício profissional dos médicos. Ferrari acha que isso deveria ser em parceria com o Estado. Há uma grande tendência de tempos novos nos Conselhos de Medicina, porque os atuais dirigentes estão na entidade há mais de 20 anos, dizem vários profissionais de saúde. O médico que visitou a Folha, ontem, lembra que qualquer colega poderá ser candidato, sem a necessidade de pertencer já ao Conselho Regional. Basta querer lutar por dias melhores para a categoria. Por exemplo: a baixa remuneração que lhes é feita pelos setores públicos e também pelos planos de saúde. Há vários casos no Paraná de fechamento de consultórios, pelo excesso de encargos e pouca remuneração.
A optometria e receitas
O médico Mário Antonio Ferrari citou um exemplo do que ocorre na medicina estadual: técnicos em optometria vinham fazendo as vezes do oftalmologista, fazendo prescrições de óculos numa importante cidade do Estado. Foi necessária a atuação dos Sindicato dos Médicos juntamente com a Associação Paranaense de Oftalmologia para, através de uma ação judicial, coibir esta prática. Eles descobriram também que, em algumas cidades, tem havido prescrição de remédios por profissionais de saúde mas que não são médicos e isto é muito grave. Foi preciso uma forte atuação do Sindicato dos Médicos do Paraná para que o Ministério Público tomasse as providências.
Chefias dos serviços
Outro fato grave que acontece no Paraná, disse-nos ele. Chefias de serviços médicos sendo feitas por profissionais não-formados em medicina. Fica reistrado também que secretárias fazem vezes de médicos, descartando ou não o retorno de pacientes, com base no registrado em exames de ultrassonografia.
Ordem dos Médicos
O médico e advogado Mário Antonio Ferrari lembra que a luta de muitos deles é para que seja criada a Ordem dos Médicos do Brasil e que, a exemplo da OAB, haja exame para os médicos recém-formados, a fim de que possam ser aprovados para o exercício legal da medicina. E que o exame de ordem seja uma residência médica obrigatória e financiada por uma parceria público-privada.





