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Festa dos maçons no Village
Com a presença do vice-governador paranaense Orlando Pessutti, do secretário de administração Reinhold Stephanes, do grão-mestre do Grande Oriente do Paraná, Adenilson José Miranda, do soberano comendador do Supremo Conselho, Murilo Henrique de Carvalho, do prefeito rolandense Eurides Moura, aconteceu, sexta-feira última, no Village, a festa do jubileu de ouro da Loja Maçônica Ciência e Trabalho, de Rolândia, que tem como venerável Roberto Fernandes Negrão. O evento foi organizado pelo ex-deputado maçônico Juarez Moreira da Silva. O presidente da assembléia legilsativa maçônica, Mário Cardoso, também esteve presente à festa, que contou com grande número de familiares dos participantes e convidados do Paraná e Santa Catarina, num total de 600 pessoas. Entre os homenageados, o jornalista João Milanez, o empresário Alfons Gardemann e o vice-governaor Orlando Pessutti. O acontecimento teve jantar servido à francêsa e animação musical da Banda Champ.
O dia do goleiro
Pelé já disse que se não fosse atacante, gostaria de ter sido sido goleiro. Nas peladas no time do Santos, sempre quis ficar no gol. Seu filho Edinho bem que tentou. Mas no futebol de hoje, Pelé, com seu 1,71m de altura seria reprovado já na peneirada do infanto-juvenil, por ser considerado muito baixo para a posição. Chegou ao Santos com menos de 16 anos e foi campeão mundial antes de completar 17 anos. E tornou-se o mais famoso jogador de futebol de todos os tempos. Embora Mané Garrinha tenha sido o melhor do Brasil nas Copas do Mundo da Suécia e do Chile. Quando passei em 68, pelo Estádio Sausalito, em Vina del Mar, cidade gêmea de Valparaiso, vi uma placa em homenagem a Garrincha.
E não é só no futebol, em que se exige dos zagueiros e goleiros altura superior a 1,80m. Também no volei, no basquetebol, no atletismo, na natação e no tênis, quando mais alto, mais chance de ter sucesso na carreira, aparecer mais, de fazer melhores contratos. Baixinhos só no ataque das equipes de futebol e de salão. Ou na bocha e no futebol de botão. O mundo esportivo voltou a ser dos gigantes. A quadra e o campo tornaram-se quase uma arena de gladiadores modernos. Mas nunca é demais lembrar que o time brasileiro campeão do mundo em 1970, no México, tinha como titular o goleiro Félix, que era mais baixo do que os reservas Ado e Leão. E no ataque, as cinco feras: Jairzinho, Gerson, Tostão, Pelé e Rivelino. Todos considerados baixinhos. Hoje em dia, centroavante já tem que ser alto, mais de 1,85m, porque os zagueiros são todos uns eucaliptos, com porte físico de lutadores de vale-tudo. São os técnicos como Minelli, Felipão, Antonio Lopes, Carlos Parreira, Wanderley Luxemburgo, etc., que acompanharam os cinturas-duras dos europeus e estragaram o futebol arte, o espetáculo. E lamentavelmente os torcedores mais jovens entraram na deles. Porque só querem saber de bons resultados. Querem ser campeões!
Voltando aos goleiros. O primeiro que defendeu o Londrina foi Inácio, vindo do Olaria do Rio, em 57. Em minha opinião, os mais famosos do alvi-celeste foram Zuza, Zeferino, Gavilan, Neneca e Ado, este campeão mundial pelo Brasil em 70. Neneca, campeão brasileiro pelo Guarani de Campinas. Zetti, hoje técnico, campeão mundial de clubes pelo São Paulo, também jogou pelo Londrina. Uma das atuações inesquecíveis de um goleiro alvi-celeste foi a de Mauro, que em São Januário, em 77, fechou o gol contra o Vasco da Gama e o time de Carlos Antonio Franchello venceu por 2 a 0, gols de Brandão e de Carlos Alberto Garcia, atual presidente do Londrina. Eu estava lá e vibrei muito com suas defesas. Me lembro de João Saldanha comentando para a Rádio Globo: Onde é que descobriram este goleirinho?
Eis uma profissão difícil, complicada. A torcida sabe quem é o artilheiro do time, mas não se lembra quantos penaltis e gols certos o seu arqueiro defendeu e salvou. Raul, técnico do Londrina, guarda-metas do Cruzeiro e do Flamengo, está aí para opinar a respeito. Ele começou a carreira em Curitiba, no time do Banco Nacional, cujo gerente era o londrinense Huber da Guia Rosa e que o incentivou bastante. E o goleiro sempre recebe salários menores. Inclusive nos milionários times do Real Madrid, Milan ou Manchester United. Mas há também os goleiros-sonhadores: Rogério Ceni, titular há 10 anos do São Paulo, pensa seriamente em ser presidente do clube. A folhinha assinalou ontem o Dia do Goleiro. E os de idade mais avançada devem ter se lembrado de Oberdan Catani, Poy, Bino, Gilmar, Castilho, Massegaluppi, Andrada, Tafarel, Manga, Barbosa e etc. Os goleiros deveriam ser, pelo menos, os maiores granjeiros do país, exportadores de aves, porque o que mais ouvem das torcidas adversárias e deles mesmo é : Frangueiro! E deveriam ser bem pagos também por aguentarem a neura e a raiva acumulada que a torcida leva para o Estádio!
Almoço com o governador
O governador Roberto Requião recebeu sexta-feira última, durante almoço, no Palácio Iguaçu, os diretores da Federação do Comércio do Estado do Paraná e os integrantes da chapa Integração Democrática, que concorrer às eleições da Fecomércio. Darci Piana, candidato à presidência da entidade, disse o seguinte: Estamos recebendo o apoio do governador à nossa chapa. O que é muito importante pois, além de integrar a Federação, sindicatos e empresários do comércio paranaense, pretendemos trazer o interior do Estado para as grandes decisões da entidade.Na foto, Julio Maito (de costas), presidente da Junta comercial do Paraná; o governador Roberto Requião, o atual presidente da entidade, Rubens Brustolin, o empresário Darci Piana e Ari Bittencourt, candidatos à presidência e vice da Fecomércio.





