Sócio do Jóquei contesta
informações do presidente
Marcos Albuquerque, desta cidade, titular da ação de sócio proprietário nº 40 do Jóquei Clube de Londrina, enviou correspondência a esta coluna, contestando informações dadas por Dalci Mendes, presidente da agremiação, e aqui divulgadas. Diz ele que se sentiu espantado e revoltado com as declarações de Dalci Mendes, 'eleito por uma dezena de associados, quando sua diretoria é composta por 30 membros que nem compareceram à própria eleição, pois não autorizaram a colocação de seus nomes na chapa'. Afirma que o edital de convocação para a assembléia saiu em espaço muito acanhado. Diz que, para espanto dos associados, outra assembléia convocada para 17 de julho de 2002, com o objetivo de concordar com o valor proposto pela prefeitura (R$ 9 o metro quadrado, que é preço de piso de cerâmica de segunda categoria e ainda parcelado) e para autorizar a compra de uma área para a construção de novo clube com o dinheiro. Dos associados que compareceram, com direito a voto, de acordo com o novo estatuto (que também é o objeto de contestação junto à Justiça), 26 deles votaram contra a aceitação do preço e condições propostas pela prefeitura municipal. E acrescentou: ''Após ver seu sonho de entregar a preço de banana o Jóquei Clube, desfeito pela derrota na votação por 16 a zero, Dalci encerrou a assembléia, declarando que o segundo item da convocação (autorizar a diretoria a comprar uma nova área), estava prejudicado pelo resultado da primeira votação''. Marcos Albuquerque diz mais o seguinte: ''Caso Dalci compre outra área sem autorização da assembléia geral, irá enfrentar ação criminal'', pela atitude tomada na assembléia de 17 de julho de 2002.

O Valor do Terreno
Diz o sócio nº 40 do Jóquei que o terreno do clube não pode ser avaliado por alqueire, pois não é um lote rural e sim por metro quadrado, que hoje pode valer, segundo alguns proprietários de imóveis na região e profissionais da área, em R$60 o metro quadrado, podendo alcançar o imóvel todo valor superior a R$20 milhões (a Prefeitura pagou R$2,5 milhões), principalmente por ser uma área contínua que se presta a grandes empreendimentos, e, portanto, ficando mais valorizada. 'Vou informar ao sócio Edgar Belarmino Pereira (ação 387) disse Albuquerque que o advogado designado pelo Dalci para defender os interesses dos associados, está é defendendo os interesses da PML, da PUC e de alguns membros da diretoria, pois chegou a reclamar que a Pontifícia Universidade Católica não podia perder o que investiu, caso a desapropriação fosse anulada, quando todos sabemos que quem constrói em terreno alheio está correndo o risco de perder o investimento'. Marcos Albuquerque acrescenta que o 'fato de apenas 213 sócios (que contribuiram com R$10 mil cada) poderem votar em detrimento de 904 sócios proprietários das 1.054 ações emitidas pelo clube, só vem beneficiando a atual diretoria, eleita em setembro de 1994, pela primeira vez, sendo que o presidente é sócio apenas a partir de 1989, ou seja, nunca participou da vida do Jóquei Clube de Londrina e é estranho à maioria dos associados'. Ele contesta também a assembléia convocada em 1990 para a mudança dos estatutos do JCL, que segundo Marcos Albuquerque não foi votado, nem aprovado.

mockup