Desrespeito ao sinal
de parar é causa de
batida em cruzamento
O comandante da Companhia de Trânsito do 5º BPM, capitão Sérgio Dalbem, disse que ao analisar os relatórios de ocorrência inevitavelmente se encontrará a revelação e a certeza de que nove entre dez acidentes acontecem em cruzamentos devidamente sinalizados, provocados por falha humana. ‘‘Raramente se constata problemas mecânicos nos freios, amortecedores ou volante’’, diz. Para o capitão Dalbem, o problema principal é que os motoristas ainda não se conscientizaram de que os cruzamentos são os pontos de percurso onde há o maior perigo e probabilidade de ocorrer um choque de veículos.
Entre as dezenas de variáveis utilizadas para detectar o motivo do acidente – do cálculo de velocidade do veículo no momento em que os freios foram acionados à avaliação do estado da pista, condições meteorológicas, de luminosidade e de sinalização –, segundo o capitão Dalbem em 90% dos casos a responsabilidade de culpa pelo acidente recai sobre o motorista, por falta de atenção e desobediência à placa que determina que pare o carro, atravessando o cruzamento com segurança.
‘‘Esta placa não é uma simples advertência, como se imagina. Ela é uma determinação’’ diz capitão Dalbem. Isso significa que o motorista deve realmente obedecer à placa, parar o carro, olhar para os dois sentidos e observar se há total segurança para a travessia.
As palavras de ordem durante todo o percurso, mesmo fora dos cruzamentos, continuam sendo atenção e alerta. O motorista deve estar preparado para pisar no freio ou desviar do pedestre, principalmente crianças e idosos, que de repente podem surgir atravessando a pista em diagonal fora da faixa de segurança. Além desses cuidados, quando estiver em ruas e avenidas com veículos estacionados nas duas mãos – que contribuem para reduzir a visão global da área – o motorista deve estar preparado para controlar a velocidade. Segundo o capitão Dalben, a maioria dos motoristas ignora que, da mesma maneira que deve ser respeitado o limite de velocidade máxima, também deve-se manter os limites de velocidade mínima – que é 50% da máxima. ‘‘o trafegar abaixo da velocidade mínima, ele segura o trânsito e irrita os outros motoristas’’, diz o capitão Dalbem. ‘‘Nervosos e dispersos, para compensar o atraso os outros motoristas tendem a pisar no acelerador formando todas as condições para a ocorrência de acidentes’’. (