Despertando talentos para a Astronomia
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Quatrocentos anos depois do italiano Galileu Galilei inaugurar uma nova era na astronomia ao observar o céu com um telescópio, estudantes de escolas públicas e privadas de Londrina comemoraram os quatro séculos do fundador desta ciência participando da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
O evento, organizado por Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), Agência Espacial Brasileira (AEB) e Furnas Centrais Elétricas S/A, rendeu medalhas a alunos de vários colégios públicos e particulares do município que responderam às questões elaboradas para avaliar o conhecimento dos escolares sobre o tema. Em 2009, considerado o Ano Internacional da Astronomia, a olimpíada recebeu 867 mil inscrições e distribuiu 30 mil medalhas em todo o País.
Sete alunas do Colégio Mãe de Deus e quatro do Instituto Estadual de Educação de Londrina (Ieel) foram alguns dos contemplados com o prêmio. Preparadas por professores de Geografia e Ciências, elas estudaram o assunto e até realizaram experiências para comprovar as teorias aprendidas, o que facilitou o entendimento.
Glória Vicente de Rezende, 12, aluna da sétima série do Colégio Mãe de Deus, recebeu uma medalha de ouro pela excelente pontuação no teste. ''Sempre me interessei pelo assunto. Quando fiquei sabendo da olimpíada, entrei no site para ver as provas anteriores'', explicou, acrescentando que o concurso exigiu o uso da lógica e da dedução. ''Não achei muito difícil.''
A mesma avaliação foi feita por Jade Pelegrin Dias Rantin, 13, também da sétima série, que não esperava ser bem classificada e acabou com um medalha de prata. ''Me motivei a estudar pela oportunidade de fazer a prova'', disse.
Esther Regina Rampezzo Rockenbach e Bruna de Souza Esteves, ambas de 13 anos e matriculadas na sétima série; Isadora Molina, 14, da oitava série; e Fernanda Cecília Gimenez, 17, do 3º ano do Ensino Médio, receberam medalhas de bronze. ''Sempre gostei de Astronomia e até tive vontade de ser astronauta. Participar da olimpíada despertou ainda mais a minha curiosidade'', avaliou Esther.
Fernanda, que realizou uma prova mais complicada por estar no Ensino Médio, atribuiu o próprio sucesso às questões sobre conteúdos atuais, como a energética. Apesar de estar fazendo vestibular para Moda e Desenho Industrial, ela aprovou a participação no teste por acreditar que informações e conhecimento em qualquer área são importantes para aumentarem a cultura geral. ''Sempre tento associar as matérias à minha vida'', afirmou.
Experiências
No Ieel, as alunas Larissa de Cássia Custódio, 14, Letícia Taynara Tsuzuki, 14, Emanuelle Roberta Trevisani, 14, e Alana Martins, 16, todas da oitava série, foram contempladas com medalhas de prata. Além de estudarem pela revisão da professora, elas fizeram experiências, como lançamento de foguetes, para compreenderem os conteúdos estudados.
Letícia, que tem interesse por Astronomia e sempre observa eclipses, estudou bastante com o irmão Felipe, da 6 série, que também obteve boa colocação na olimpíada. ''Gostei muito de saber sobre Galileu Galilei. Já tinha estudado sobre ele, mas não tinha me aprofundado.''
A vida do cientista também despertou o interesse de Larissa, que prestou muita atenção na revisão da professora para fazer a prova. ''Antes da olimpíada, a única coisa que eu sabia é que Astronomia tinha a ver com o espaço'', contou.
Emanuelle já tinha tido contato com o tema através de filmes e pesquisou na internet para aprender mais. Teorias como o geocentrismo e o heliocentrismo despertaram a curiosidade da estudante, que se encantou ainda com as descobertas de cientistas como Isaac Newton e Kepler.
Depois de participar do concurso, Alana passou a prestar mais atenção quando assuntos espaciais são destacados em programas de televisão. ''Antes eu não ligava, agora passei a assistir'', disse ela, que estudou através da revisão da professora e também consultou um livro de astronomia do irmão.
Bruno Henrique Palma, 13, da oitava série, obteve boa colocação na Olimpíada Brasileira de Foguetes e, por isso, receberá um certificado de participação. Desafiado pela professora, ele construiu um equipamento que lançou um foguete a uma distância de 42 metros, superando todos os outros alunos da escola.
Para conseguir a proeza, Bruno utlizou uma bomba de ar de um brinquedo. ''Tentei antes construir com garrafa pet, mas não deu certo'', disse o garoto, que trocou muitas ideias com o pai até de chegar ao protótipo.


