Despertando para o voluntariado
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terça-feira, 03 de abril de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
''Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam sempre agradáveis a ti Senhor.'' O lema deste ano do Colégio Londrinense tocou fundo o coração de uma turminha de amigos de uma das salas de sétima série do período matutino. Batizado de SOS Solidariedade, o grupo formado por Dandara, Sarah, Isabel, Letícia, Salime, Maryana, Gustavo e Lucas doou mais de 130 quilos de alimentos não-perecíveis para as crianças carentes da Casa do Caminho.
Ontem, durante a entrega dos alimentos, os alunos da instituição eram só sorrisos para o quarteto que representou o colégio particular. ''Legal, muito bom'', disse Andressa, que prometeu ter um espírito tão solidário no futuro quanto as amigas voluntárias. Os colegas de classe fizeram coro à amiga e aplaudiram a ajuda recebida.
Segundo a coordenadora do Fundamental II do Colégio Londrinense, Rosely Cardoso Montagnini, a doação faz parte de um projeto de voluntariado organizado pela escola há mais de uma década.
''Os alunos ganharam a bicicleta que foi sorteada no XIV Passeio Ciclístico e Caminhada da Solidariedade organizado pelo colégio e acabaram ofertando o prêmio em troca de alimentos'', explicou Rosely. ''Eles passaram de sala em sala anunciando o sorteio da bicicleta entre os alunos que doassem até cinco quilos de alimentos'', completou o professor de matemática Luciano Maia. A vencedora do sorteio foi uma aluna da segunda série do ensino fundamental.
''Como a gente já estava no passeio solidário, e por tudo o que vemos na tevê, se temos a oportunidade de ajudar, melhor'', explicou a estudante Dandara. Segundo ela, o grupo SOS Solidariedade queria ajudar um asilo ou uma creche, mas optou pelas crianças, ''porque representam o futuro da cidade, do País, do planeta''.
E por que a Casa do Caminho? ''Uma amiga já conhecia a entidade e achou que as crianças precisavam de uma ajuda, já que a folha de pagamento é bastante grande'', comentou Dandara. ''Agora que estamos aqui e conhecemos o projeto, vimos o quanto é legal ser solidário.''
Segundo o professor Maia, a meta do passeio ciclístico sempre foi reunir a família no colégio e estimular a prática da solidariedade. ''O despertar deles para o voluntariado é o fruto que colhemos por plantarmos a idéia da solidariedade entre os alunos'', finalizou.


