Desperdício, saudosismo e insegurança
A demolição do Coreto do Calçadão, na Área Central de Londrina, dividiu as opinões das pessoas que passavam pelo local na tarde de ontem. A mais revoltada era a costureira aposentada Teresinha Silva Odebrecht, 69 anos. Para ela, a demolição é um desperdício de recursos públicos. ''O Coreto foi feito com o nosso dinheiro, com o dinheiro dos impostos. Não sou contra o novo, mas não é preciso acabar com o que é antigo'', disse.
O saudosismo é a justificativa do aposentado Eusébio Moura, 86, para criticar a retirada. Para ele, o espaço vai fazer falta. ''Não nasci em Londrina, mas lembro da época que tinha cafezais aqui perto de onde é o Calçadão. Várias vezes assisti bandas de música no Coreto. Agora não vai ter lugar para um show ou uma palestra'', declarou.
O perito de automóveis Osmar Cruz, 46, também criticou o desperdício de dinheiro. ''É o mesmo que jogar o dinheiro do povo fora. Gastaram uma grana para construir e agora o patrimônio é destruído. Assisti várias apresentações de bandas, corais de igrejas aqui'', relembrou.
A segurança foi o principal argumento apontado por quem defende a demolição. Para o representante comercial Edilson Ricci, 50, havia ''muita vadiagem à noite no local.'' ''Tenho certeza que quem fez a obra, fez de bom coração. Mas a partir das 18 horas virava um mocó. E quando querem fazer shows normalmente montam palco em outros pontos do Calçadão'', afirmou.





