Desperdício da água tratada em Londrina chega a 35%
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segunda-feira, 27 de março de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Trinta e cinco por cento da água tratada em Londrina é desperdiçada. A informação é da gerência-regional da Sanepar na cidade. As perdas são causadas por problemas como os vazamentos nas diversas partes dos sistemas de captação e distribuição.
A conta não inclui o desperdício dentro das casas dos usuários, já que neste caso a água é tarifada. E a situação torna ainda mais importante a conscientização da população para o uso racional da água.
O gerente-regional da Sanepar em Londrina, Oscar Fernandes, destaca que o uso racional da água é tema de campanhas de conscientização promovidas pela instituição. Paralelamente, a empresa responsável pelo fornecimento de água e tratamento de esgoto na cidade tenta coibir as outras fontes de desperdício. Para isso, está trocando a tubulação da rede em toda a cidade.
''A água que é perdida acaba sendo cobrada na tarifa'', destaca Fernandes. Outras medidas preventivas são a redução de pressão para evitar rompimentos na rede e redução no tempo para conserto de vazamentos.
O uso racional da água foi tema de um debate com representantes de setores da sociedade civil, na semana passada, em Londrina. O encontro, a propósito do Dia Mundial da Água, foi promovido pelo Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi), com apoio da Folha de Londrina.
O coordenador da agência da Bacia do Rio Tibagi e representante da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Sudersha), Wagner Luiz Kreling, lembra o valor da água ''bruta'' e a necessidade de controlar esse uso.
''O objetivo é assegurar água em quantidade e qualidade para a atual e para as futuras gerações'', afirma Kreling. Uma das atribuições da Sudersha é controlar a extração subterrânea de água através de poços artesianos e semi-artesianos para o consumo final.
Os condomínios são um dos principais usuários desses poços. Principalmente porque a conta de água é uma das despesas mais pesadas nos prédios residenciais. Aliada à ausência de medidores individuais, a consequência é a falta de uma cultura de combate ao desperdício nos condomínios.
Na prática, os cuidados têm de existir desde a construção dos imóveis. As construções mais recentes não têm a tubulação embutida. Assim, o conserto de vazamentos torna-se mais fácil. ''Há prédios mais antigos, com vazamentos há mais de dez anos'', revela Rosamil Moreira, delegado regional do Secovi, Rosalmir Moreira.


