Despejo irregular incomoda moradores
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
A descoberta do despejo irregular de 150 kg de carne vencida ao lado do Ecoponto, localizado na Rua Serra dos Pirineus, no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste de Londrina) revoltou moradores do bairro ontem de manhã. O depósito irregular é só um dos exemplos que evidenciam a situação precária dos pontos, que deveriam ser preparados para receber resíduos de poda de árvores, jardinagem, móveis e entulhos de materiais de construção.
De acordo com Marcelo Henrique, motorista da Visatec, que presta serviço à administração pública, o despejo teria sido descoberto no início da manhã, quando os funcionários iniciaram seus trabalhos. Segundo o fiscal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), João Edson Danziger, a carne estava com data de validade de junho de 2010 e havia etiquetas de uma loja atacadista. ''Iremos apurar quem foi responsável pelo despejo, já que a ação configura crime ambiental'', disse Danziger.
A dona de casa Sônia Aparecida Gardin, que mora próximo ao local, contou que ouviu o barulho de um furgão chegando no bairro por volta das 2 horas, mas não levantou para ver o que era, por causa do horário. Moradora do Jardim Bandeirantes há cinco anos, ela afirma que a cada dia tem se tornado mais difícil morar próximo ao local. ''Aqui junta de tudo. Ano passado despejaram uma grande quantidade de peixe e este ano já vimos vários caminhões trazendo restos de alimentos de restaurantes'', explicou.
''Muitas noites, eu não consigo nem dormir devido ao cheiro de cachorro morto e restos de alimentos que se acumulam aqui. A situação piora quando a vento traz toda aquela poeira do lixo; meu filho tem problemas respiratórios e passa muito mal'', contou a dona de casa Rosana de Cássia Lima, que é moradora do bairro há um ano e seis meses. ''Aqui tem espaço suficiente para o funcionamento do Ecoponto, que já foi feito, mas que não está efetivamente funcionando. Falta fiscalização'', opinou.
Procurado pela FOLHA, o gerente do atacadista, Mariozan Luis, afirmou que a empresa não tem responsabilidade pela ação. ''Nós temos um contrato com a Kurika Ambiental para manejar o lixo produzido. Jamais realizaríamos o despejo irregular de carne naquele local'', disse. Porém, segundo Luis, como as embalagens estavam com as etiquetas da loja, eles iriam recolher todo os pacotes.


