Maringá A Polícia Civil de Maringá prendeu ontem três despachantes e uma funcionária acusados de integrar um esquema de falsificação de comprovante de residência, registro em cartório e recibo de liberação de financiamento de veículos. Um ex-despachante está foragido. A polícia procura ainda uma pessoa que seria proprietária de um cartório clandestino na cidade. A operação foi desencadeada pela Delegacia de Estelionato de Maringá, com o apoio do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR).
Durante a operação, comandada pelo delegado Francisco Caricati, 15 mandados de busca e apreensão de documentos foram cumpridos nas residências dos acusados, cujos nomes são mantidos em sigilo. A polícia pensou ter identificado o local onde funcionaria o cartório paralelo, mas não conseguiu prender o suspeito. ''Descobrimos que era um parente dele que morava na casa. Ele continua desaparecido'', contou o delegado. ''E como ele usa apenas três carimbos para fazer a falsificações de cartório, fica mais difícil encontrá-lo, já que ele não precisar de uma estrutura física para agir'', prosseguiu.
Além dos ''serviços'' de cartório, o esquema fraudava também comprovantes de residência e atestados liberatório de veículos alienados. ''Dessa forma, com os documentos aparentemente legais, eles conseguiriam vender e transferir esses veículos para outras pessoas'', explicou o delegado. A quadrilha trabalharia ainda com veículos sinistrados (com baixa no Detran) trazidos de outros estados.
A polícia vai investigar se os envolvidos atuavam juntos no esquema. ''Não temos indícios para afirmar isso, mas temos certeza de que uma pessoa era responsável em falsificar os reconhecimentos de cartório e que o despachantes também fraudavam documentos'', afirmou. Presos em flagrante, todos foram autuados por falsidade ideológica.

mockup