Despachante nega versão de suspeito de latrocínio
Marcos Zanatta
De Maringá
A proprietária do Despachante Santa Edwirges, Eliana Javorski, de Maringá, pretende processar Marcelo Pedrosa de Almeida, 29 anos, que estava com uma moto tomada de assalto seguido de morte em Arapongas, e que declarou ser funcionário dela. A divulgação do caso pela Folha no último dia 2 fez com que o suspeito sumisse de Maringá. Um homem identificado como Piloto, de nome Antonio, segundo Eliana, estaria com a moto e é o principal suspeito para a polícia. Piloto pode estar ligado à morte do mototaxista Marcos Stramonski, 22, de Arapongas.
A moto de Stramonski recebeu uma multa por falta de uso de capacete do garupa, lavrada em Maringá, o que levou a polícia até Marcelo Almeida. Ontem os delegados de Maringá, Roberto Fernandes, e de Arapongas, Edmo Ermenegildo, confirmaram que tanto Piloto quanto a moto sumiram. Estamos tentando identificar o tal de Piloto, mas não temos pistas dele nem da moto, disse Ermenegildo. Para Eliana, Piloto já não está mais em Maringá. Ela garante que foi envolvida no caso por Marcelo Pedrosa de Almeida, que disse ser funcionário da empresa. Tenho provas que ele nunca trabalhou na minha empresa, alega.
Segundo Eliana, Almeida disse ser funcionário dela para não falar que era desempregado. Ele e o pai dele, Joel Pedroso de Almeida, que tinha uma empresa de despachante em Sarandi, aprontaram com documentos e tiveram problemas com a polícia, revelou. Como não conseguia emprego, Almeida ficava em frente a empresa de Eliana. Quando aparecia alguém ele abordava e chegava a tomar clientes da gente, afirma. Ela garante ainda que Almeida possuía cartões de visita da empresa com o nome escrito a caneta, e impressos do despachante. Que ele deve ter pego do armário da minha empresa, acredita.
Eliana conta ainda que Piloto já havia procurado por ela, indicado por um cliente. Mas não aceitei o serviço dele, que era de liberar um carro com problemas usando papéis frios, lembra. No caso da moto, ela acha que Almeida abordou Piloto na frente da empresa e pegou o serviço, sem saber que era um veículo roubado depois de um homicídio. Ele não pegaria o serviço, tenho certeza, diz.
Eliana fez Almeida colocar uma nota em um jornal local, comunicando que não é funcionário do Despachante Santa Edwirges, e prestou depoimento no processo em Arapongas.





